20 anos das solturas de 2 dos maiores piões da história | Gazeta do Balão
20 anos das solturas de 2 dos maiores piões da história
Publicado em 17/06/2012 | 520577 Visualizações

Nesta semana comemoraremos os 20 anos das solturas de 2 dos maiores piões carrapeta da história, por muitos anos os maiores soltos no mundo do balão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os Piões de 52m da Baloema e Guerreiros da Paz de Campinas (18/06/1992) e 56m da Cachambi e Bola (21/06/1992) possuem muitas curiosidades e histórias parecidas, marcadas por ambição, ousadia, falhas e traições. Vamos conhecer e relembrar um pouco das histórias de cada um.

Aquela semana de junho de 92, há exatos 20 anos foi marcante para o mundo do balão. Tudo começou na quinta feira em Sorocaba. Muito São Paulino, assim como eu se lembrará daquela noite que antecedeu a 1ª tentativa de soltura do maior pião de São Paulo, afinal, o time do Morumbi ganhou nos penaltis sua primeira Libertadores ao vencer o Newel´s Old Boys da Argentina.

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Foi uma noite fantástica. Logo após assistir o sofrido jogo, nem dormi e já fomos (Eu, meu pai e 2 amigos) rumo a Sorocaba, interior de São Paulo, numa fazenda assistir a soltura do gigantesco Pião de 52m da Guerreiros da Paz e Baloema. Na época, tínhamos um pequeno mapa feito num cartão de visitas que foi distribuído nas lojas de materiais de balões:

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Esse mapa era mal feito e ficamos horas indo e vindo pelas ruas de Sorocaba até encontrar o famoso carro com o balãozinho de retrovisor acesso que nos salvou.

Quando chegamos na Fazenda já estava de dia e nos deparamos com a equipe do Aqui Agora do SBT sendo expulsa do campo. O repórter, Gerson de Souza até levou uns tapas de um baloeiro. Quando gravamos uma entrevista para o Domingo Espetacular em 2007, perguntei ao Gerson sobre aquele dia e ele se lembrava. Disse que não apanhou não, mas tiveram que gravar a matéria para o jornal do lado de fora e ela não foi ao ar.

Depois de vermos a equipe do SBT sendo expulsa da entrada da fazenda, chegamos no campo e lá estava o imenso balão, todo esticado pronto para ser inflado. Um pouco abaixo, um grande truffão de balonismo deixava o clima mais bonito.

Havia milhares de pessoas. Em plena quinta feira, dia de semana muita gente deu cano no trabalho e estava lá. O balão começou a encher, ficou de pé aos gritos eufóricos de todos, afinal, até então nunca um balão desse tamanho havia sido feito em São Paulo.

Após quase uma hora no maçarico, já estavam preparando a colocação da bucha quando escutamos 2 estouros seguidos. Quem estava longe pode ver 2 enormes buracos no teto do balão. Infelizmente a frustração tomou conta de todos e a soltura do maior balão do Brasil não aconteceu naquele dia.

4 dias depois, já no fim de semana, lá estávamos na estrada novamente. Desta vez rumo ao Rio de Janeiro para acompanhar a soltura do Pião de 60m (pelo menos é o  que diziam que tinha) de Ivo Patrocínio na Pedreira de Inhaúma, zona norte do Rio.

Chegamos as 2:00 da manhã. Havia poucas pessoas e lá estava o bichão esticadão coberto com lonas. Por volta das 3:00, ainda era noite e começaram a encher o balão. Percebia muita apreensão de todos e muita gente falava que o balão iria estourar novamente. Pra quem não sabe, 3 anos antes, o balão mal chegou a encher em sua primeira tentativa e explodiu.

O dia clareou, colocaram a bucha e, em menos de 10 minutos o balão começou a sair. Saiu devagarinho, parecia sem pressão. Abaixaram o balão, entraram com o maçarico novamente e aos poucos foi saindo. Era uma tranquilidade imensa. Pouca gente falando, apenas o Guará (Bola) e um outro cara que não conhecia dando instruções. Nem parecia que estavam soltando o maior pião do mundo. A manhã também ajudou. Estava um dia lindo no Rio de Janeiro. Me lembro que tinha muitos balões no céu, até na madrugada quando vinhamos pela Dutra, podemos ver muitos balões no céu. Voltando ao balão, ele foi saindo e quando chegou na antena que tinha mais de 70 metros, ele parou. Ficaram esperando cerca de 5 minutos até ele começar a subir como um foguete. A pequena bandeira de 70×50 que retratava a Santa Ceia, saiu placa a placa, o balão, obviamente nem sentiu. O balão subiu, todo mundo começou a gritar e até uma fogueteira de chão foi acesa.

Porém a alegria acabou se tornando um pesadelo. O balão subiu e, por causa do vento, foi na direção da pedreira. A bandeira enroscou, o balão sentiu o tranco e começou a cair. Começou uma enorme mobilização de todos para puxar o balão. Até eu, com meus 15 anos ajudei a puxar as guias.

Com muito sacrifício de todos, o balão voltou para o centro do campo, cortaram a bandeira e uma parte da antena e ele subiu.

Assim como o Pião da Bola, no começo de novembro de 93, o Pião de 52 de São Paulo teve uma segunda tentativa de soltura em Mairiporã. Poucas pessoas presentes, balão restaurado e solto, desta vez com a própria Baloema e a Emenda que restaurou o balão após aquela explosão em 92.

A história do Pião da Bola se repetiu em Mairiporã. O balão saiu, tirou toda a bandeira e sentiu. Com muito sofrimento, abaixaram o balão, cortaram a bandeira e parte da antena e lá se foi um gigante somente com a antena para sumir na imensidão do oceano Atlântico.

Confira os vídeos:

O outro lado destas histórias

Assim como o Pião da Guerreiros da Paz e o de Ivo Patrocínio e sua turma do Cachambi, muitas semelhanças acabaram marcando a história destes 2 gigantes. Ambos foram feitos nas mesmas cores, tiveram suas primeiras tentativas frustradas por falhas de confecção e, na segunda tentativa, subiram, mas tiveram problemas e subiram apenas com suas antenas. Além destas coincidências, o fator confiança x traição marcou negativamente as turmas envolvidas.

No balão de Ivo, em entrevista a GB ele relata em detalhes os motivos para fazer um balão gigante e o porquê que cedeu o balão a turma da Bola:

“Tudo começou após a soltura do nosso pião de 40 metros na Copa de 82. Com o sucesso daquele balão, surgiu entre todos os integrantes da Turma do Cachambi uma vontade de fazer um balão maior. Eu (Ivo) me lembro que após a subida do balão, lá no campo ainda, uma pessoa na qual eu não me lembro, bateu em minhas costas e disse: “ Parabéns, você não precisa fazer mais nada depois disso…”. Mesmo assim, num bate papo com o Jorge e o Sidney (Turma do Cachambi), decidimos fazer um balão maior, mas ninguém saberia o tamanho dele. Apenas o batizamos de o maior pião do mundo. O Jorge ficou responsável pela bucha, o Sidney pela bandeira e eu o balão.

O Sidney, pioneiro das bandeiras em taquinhos meses depois me ligou e disse que tinha 2 opções. Uma delas era a Santa Ceia. Antes de propor o outro projeto, aceitei prontamente e ele se dedicou em fazer a bandeira. Até então era um tema inédito mas como o balão e a bandeira demoraram para serem feitos, nesse tempo subiram 2 bandeiras com o tema.

Enquanto ele fazia a bandeira, projetei o molde do balão. Na época o balão chegou a ter 120 metros na boca do povo. Acabou ficando conhecido por ter 60 metros mas, na real, ele tinha 56 metros, o dobro do Pião de 28m da Pirâmide feito com meu molde (Batatinha). Na hora de montar os gomos, tive a ajuda do amigo Jonas da turma do Pega que nos cedeu uma bobina de Hulk sulferine (vermelho), uma azul e umas folhas de Kraft Santista branco, um ótimo papel, mas ele não tinha a mesma gramatura que os outros e isso poderia gerar problemas com a mistura de papéis.

No mesmo mês teve um Festival da Turma da Saudade em São Paulo. Lá me encontrei com o Adib (Equipe Penha). Comentei com ele sobre o balão e o problema com as folhas brancas e ele me mostrou um papel palha que era da mesma gramatura dos Hulks que o Jonas nos deu.

Levei as resmas para o Rio e na hora de montar o balão outro problema: As folhas eram menores que os gomos do balão e por isso, tivemos que emendar as folhas para emfim, terminar de montar o balão.

Com tudo pronto, fechei os cones da boca e bico e o Jorge ficou com os outros 4 cones. Em menos de um ano, o balão ficou pronto e levamos tudo para a bancada do Wagner (Turma Campo Grande) para unir os cones pois ele tinha uma bancada muito grande.

Após o término do balão, o Jorge não fez a bucha e tive que pedir para o Ivo Perereca, o inventor da bucha de estágios, para nos ajudar. Ele fez uma bucha muito grande. Fiquei tão preocupado que na semana da soltura, mal conseguia dormir. Comentando com o Wagner sobre minha preocupação, ele concordou e na noite da 1ª tentativa, tiramos metade das buchas na madrugada sem o Jorge saber, pois se ele visse, iria ter briga com a gente. Aproveitamos uma hora que ele saiu, retiramos a lona que cobria a bucha, cortamos praticamente metade dela e cobrimos novamente.

A 1ª tentativa

Em abril de 1989, após 3 anos de muito trabalho, a tentativa de soltura do maior pião do mundo parou o Rio de Janeiro.  No fim da madrugada, já estava tudo pronto. Assim que acabamos de amarrar a boca no balão, a noite que estava estrelada e sem vento, começou a ficar nublada e com cara de chuva. Um amigo que chegou disse que a chuva estava no caminho do campo e com isso começou uma enorme correria para retirar aquela imensa boca do balão. Assim que acabamos de cobrir o balão, caiu uma tempestade e o balão ficou adiado pra outro fim de semana.”

Pouco mais de 3 meses depois fomos novamente para o campo para tentar soltar o maior pião do mundo. Infelizmente começou a ventar e ele explodiu pouco depois de encher e ali começava a história mais triste da minha vida, uma história marcada por mentiras e traições.

Depois desse dia, o balão ficou guardado por meses na casa do Wagner (Campo Grande). No final do ano, fui procurado pelo Guará da Turma da Bola. Ele me pediu para dar o balão a ele que ele tinha vontade de recuperá-lo. Acabei dando o balão a ele. Me prontifiquei em ajudá-lo no que fosse possível cedendo o molde e materiais. Poderíamos até refazê-lo mas não tínhamos bancada para fazê-lo. Por muito tempo ele ficou guardado na casa do Wagner e nenhum de nós sabíamos o que fazer até aparecer alguém disposto a consertá-lo.

Naquela semana que ele subiu começou a rolar comentários aqui no Rio de que ele iria subir, mas para mim, ninguém falava nada. No sábado (20/06), desconfiado, liguei para a casa do Guará e quem atendeu o telefone foi a sua esposa. Perguntei sobre o balão e ela disse que a polícia tinha ido lá e destruído tudo.

Na manhã seguinte, minha falecida esposa, a Vilma, acordou cedo e foi na varanda de nosso apartamento, voltou e pegou um binóculo. Minutos depois ela me chamou e disse que tinha vários piões no alto, todos com bandeira e, um deles, sem bandeira que ela não conseguia identificar. Eu fui lá, peguei o binóculo e quando fui ver esse balão sem bandeira, vi que era  o batatinha, nome que dei á aquele balão. Na mesma hora não quis acreditar, mas era verdade. A Vilma ainda falou: ” Tá vendo? Isso é pra você aprender a ver os amigos que você tem”… Na mesma hora encostei no tanque e comecei a chorar.

Depois de um tempo, eu me tornei presidente da ASAPERJ (Associação dos Artistas de Papel do Rio de Janeiro), órgão similar a SAB nos dias de hoje. Teve uma votação naquele ano e o falecido Guará ficou o tempo todo tentando falar comigo porém eu o evitava. Uma hora resolvi falar com ele e ele tentou se explicar.

Uma coisa é fato. Podem ter feito o que fizeram. Foi a maior tristeza da minha vida. Acredito que não merecia o que fizeram comigo mas a recompensa esta ai. Se passaram 20 anos e ele sempre será lembrado como o pião do Ivo Patrocínio.”

Outras versões

Assim como o balão de Ivo, o pião de 52 metros teve uma história parecida. Quem fez o balão foi a turma Guerreiros da Paz de Campinas. Na reta final, por falta de estrutura e local para soltá-lo, pediram ajuda a turma Baloema. De acordo com a turma, pegaram o balão incompleto, terminaram de fechá-lo, fizeram a bandeira e a Guerreiros não ajudou em nada. Depois daquela fatídica manhã em 18 de junho de 1992, o balão ficou lá na fazenda por meses. Em entrevista a GB em 2010, Sergio da Emenda nos contou que após a explosão do balão, por algum tempo ele ficou guardado, abandonado na fazenda e tanto a Guerreiros quanto a própria Baloema não se decidiam em o que fariam com aquele monstro de papel. “Na época, ouvi uma história que um rapaz, morador do sítio morreu ao lado do balão enquanto amolava um facão e o esmeril escapou cortando-lhe a cabeça. Mesmo não sabendo se isso era verdade, o Paschoal, líder da Baloema nos deu o balão, pois nem lugar para guardar o balão eles tinham. Assumimos o risco, trouxemos o balão para São Paulo, levamos para nossa bancada, cortamos no meio e restauramos ele todo, reforçando-o com mais cintamentos e na parte que estourou, colocamos um cadarço que era 10 vezes mais resistente que um Rami Cifa de 5 fios. Devido ao corte  tivemos que cortar um pedaço do balão, justo onde estava escrito Guerreiros e por isso decidimos retirar o nome e seguir com a decoração em espiral do balão”, conta Sergio. E ele subiu em Mairiporã no fim de 1993.

Nesta oportunidade, a turma de Campinas não foi convidada e sequer participou da restauração do balão. Tentamos contato com a Guerreiros da Paz para ouvir a versão deles sobre a história deste balão,mas  assim como com a turma da Bola, sobre o pião de 56 metros e também não conseguimos. Caso alguém queira dar a sua versão, basta entrar em contato conosco.

20 anos se passaram e estes dois gigantes ficaram marcados em nossas memórias por histórias de superação, traição e similaridades nas quais nem o mais antigo e experiente baloeiro poderia explicar.

Abraços a todos

Dinho

22/06/2012: Versão enviada por Alexandre da Turma Guerreiros
alexandregodoy86@yahoo.com.br

O Sr. Sérgio da turma da Emenda e Pascoal Baloema hoje todos de cabelos brancos e vovozinhos deviam se envergonhar de tantas mentiras que falaram a respeito do pião 52 metros confeccionado pela Turma Guerreiros – Campinas.

O certo seria colocar esses dois senhores de frente com o Sr. Bertinho da Guerreiros pois o Sr.Pascoal da Baloema o conhece muito bem e o Sr.Sergio e o Pedrinho da turma Emenda também o conhecem e ai iria cair a máscara de todos esses senhores citados envolvidos nesse monte de asneira que falaram a respeito do balão.

O Sr. Bertinho é um dos pioneiros e mais respeitado na arte de balões em Campinas tudo começou praticamente com ele aqui em Campinas no ano de 1986.

Agora vamos ao que interessa e falar sobre o balão Pião 52 metros, deixando bem claro confeccionado e decorado em aspiral e filetado com seda preta de 4 centímetros os 52 metros da bainha e na decoração aspiral inteira, feito pela própria Turma da Guerreiros.

O senhor Pascoal disse em determinada época em entrevista ao site Planeta Balão que pegou o balão incompleto, isso é uma mentira de um senhor que nao tem vergonha na cara.

Ele pegou o balão que foi feito em 06 cones completamente e totalmente fechados e decorados, sem precisar colar uma única seda sequer.

A unica coisa que o sr. Pascoal e a turma da Emenda precisaram fazer era unir os cones, que por sinal até envelopados já estavam pela turma da Guerreiros. Isso é a primeira mentira pois as 2 turmas Baloema e Emenda sabem que o balão nao tinha nada a ser feito somente unir os 06 cones recapitulando já envelopados.

Sobre o balão ele foi feito em papel Hulk 60 gramas será que esses senhores tem a noção do que é uma papel Hulk e 60 gramas ainda?? Esse foi o melhor papel para se confeccionar balões de porte grande da época e até hoje (obs: nao se acha mais esse papel) só que mesmo assim a maioria das turmas usavam o 45 gramas provavelmente nunca fizeram no 60 gramas.

E quanto ao cone do balão que estorou na “estranha” tentativa de soltura em Sorocaba o balão estava com cintas de 20 em 20 centímetros no 5º cone onde conseguiram estourar!!!

O Sr.Sergio da Emenda falou outra besteira disse que o balão foi fechado no rami Cifa 5 fios, sim foi isso mesmo, só que o Sr. esqueceu de um detalhe eram 5 fios duplo viu.. então eram 10 fios de rami Cifa isso ele sabe muito bem que era o que se tinha de melhor na época também para balões desse tamanho e porte.

A confecção do balão era excelente muito bem fechado o bico terminava em zero praticamente viu Sr.Sergio tá se lembrando desse detalhe também agora?? Naquela manha do dia 18/06/1992 em Sorocaba tinha mais de 10.000 pessoas para ver a soltura do balão e todos que viram o balão esticado (baloeiros) no chao para ser inflado elogiavam o capricho e a confecção do balão eram todos unânimes em elogiar o balão feito pela Turma GUERREIROS de CAMPINAS.

O que mais intriga até hoje é a maneira como o balão estourou se conclui que foi pura incopetência das turmas Emenda e Baloema isso foi muito comentado na época.

Começaram a encher o balão com aquele diacho de ventilador com pressão máxima e vários maçaricos.

O problema é que os que se dizem entendidos (Emenda e Baloema) quando o balão ficou de pé e totalmente inflado era a hora de tirar o ventilador e manter só no maçarico. Só que ao invés de fazerem isso ficaram mais de 40 minutos socando aquele monte de ar do ventilador industrial e com pressão no máximo e andando com o balão como se fosse um balão qualquer, ai meu amigo nao tem balão no mundo que aguente o que aquele balão aguentou, chegou um determinado momento conseguiram realizar o impossível estourar o balão na ”estranha” tentativa de soltura em Sorocaba naquela manhã de Quinta – feira. Sabe – se que pegar um pneu seja de carro ou moto e ficar colocando ar vai chegar uma hora que vai explodir, o Sr.Sergio da Emenda e o seu pessoal sabia que se ficasse com aquele ventilador industrial dando pressão ao máximo com ar frio por mais de 40 minutos, o balão iria estourar então ele conseguiu fazer o que era prevísivel na visão de todos baloeiros experientes presentes no local.

O fato é que todos os baloeiros mais experientes que estavam presentes no dia acharam muito estranho essa atitude de não tirar aquele ventilador industrial depois de o balão já ter ficado totalmente cheio.

Esses baloeiros mais experientes tem a mesma opinião da Guerreiros e foram unânimes e categóricos em afirmar que era preciso só manter os maçaricos, colocar a bucha acender e guiar o balão para o ar.Um exemplo claro foi dito pelo Sr.Milton da Turma Figueira Grande que chegou revoltado para o meu pai o Sr. Bertinho e chamou o pessoal da Emenda e Baloema de “assassinos” pelo que fizeram com o balão, não tirando esse tal ventilador deixando de propósito com pressão máxima socando ar nao balão até estourar.

A Emenda talvez por ser considerada uma das melhores equipes de balão do Brasil na época e até por muitos anos depois, se sentiu incomodada por ter o nome Guerreiros no Pião 52 mts e ser o maior balão da época feito por uma turma do interior de SP no caso Campinas.

Por sinal o balão entrou até para o Guinness Book (livro dos recordes) na época como sendo o maior balão do Brasil.

Agora vamos para a segunda parte em Mairiporã onde o balão subiu. O Sr.Sérgio da Emenda fala no seu depoimento que ninguém da Guerreiros estava presente na soltura do Pião e que estavamos desinteressados sobre o balão.

Isso é mais uma mentira sem nexo do Sr.Sergio da Emenda.O balão foi solto no dia 1 de Novembro de 1993 era uma Terça – feira , o pessoal da Emenda, Sr.Sergio ou Pedrinho entrou em contato por telefone na noite do dia 31 de Outubro de 1993 com a Guerreiros comunicando sobre a soltura do balão Pião 52 mts na manha do dia 1 de Novembro ,mais deixou uma ressalva que era para a Turma Guerreiros ir direto para a sede da Emenda, pois eles nao quiseram divulgar o local da soltura por telefone.

E ai fomos até a sede da Emenda o Sr.Bertinho entrou dentro da sede trocou idéias com o pessoal e na madrugada saimos todos juntos num comboio até Mairiporã que seria o local de destino da soltura do Pião.

Com a Turma Guerreiros foi toda nossa família , pois o nome Guerreiros vem do sobrenome da família que é Guerreiro. Também convidamos o Chico da Turma Andorinha, Zelo(amigo da família) e o Sr.Reginaldo que é o maior responsável por ter chegado o balão em Campinas em meados de 1985 , Reginaldo era de SP da Turma da Alvorada da Freguesia do Ó mas morava em Hortolândia uma cidade a 20 minutos de Campinas.

Então Sr.Sergio tá provado que o Sr.mentiu discaradamente em seu depoimento.

O Sr.Sergio fala também de uma coisa absurda e sem nexo que tiveram que cortar um pedaço do balão, se tivesssem feito isso o balão ficaria com defeito no molde e por consequência horrível, e o que se vê nas fotos é um balão perfeito no seu molde na soltura em Mairiporã ,então cai por água abaixo essa tese do Sr.Sergio da Emenda.

O cone do balão que rasgou foi o 5º cone Sr.Sergio nada a ver o que o senhor citou de cortar um pedaço do balão, qualquer leigo que entenda um pouco sobre balões sabe o tamanho da besteira que o Sr.falou.

A Emenda apenas reformou, arrumou onde estorou e cintou o balão novamente só fez isso uma coisa bem básica e simples.

E sobre o nome ter sido retirado foi só arrancar a seda e pronto uma coisa simples também e continuar a decoração aspiral do balão.

Sobre o nome ter sido tirado isso foi orgulho e vaidade da parte deles (Emenda) para o balão não subir com o nome Guerreiros, isso é um fato real.

Uma observação se comparar as fotos da 1º tentativa de soltura em Sorocaba com a soltura em Mairiporã, qualquer baloeiro ou leigo que entenda um pouco de balões, vai reparar que está absolutamente igual as fotos do balão, só que o nome não estava mais presente quando subiu em Mairiporã.

Não ficou defeito algum o balão estava perfeito, como que o Sr.Sergio tem a capacidade de falar que teve que cortar um pedaço do balão ele foi bem claro em suas palavras.

Então Sr.Sergio para ficar esclarecido estavamos todos presentes na soltura do balão e saimos com a turma da Emenda direto ai da sede de vocês para o local de soltura que foi Mairiporã.

Agora falando sobre a soltura do balão foi “sofrível” de ver uma turma do porte da Emenda, que estava acostumada a soltar balões grandes.

É talvez não um balão de 52 metros para a época, isso deve ter sido sentido por eles a pressão.

O mais interessante, estranho e cabuloso é que desta vez começaram a inflar(encher) o balão com o “famoso” ventilador industrial com pressão e mantendo os maçaricos, o balão ficou totalmente cheio certinho, tudo perfeito.

Só que assim que o balão ficou completamente cheio o mais “estranho” aconteceu dessa vez eles retiraram o “maldito” ventilador industrial na hora, mantendo o balão só com os maçaricos e curtindo o belo visual do pião por vários minutos.

Agora a pergunta que não quer calar até hoje porque não tiraram o diacho do ventilador na 1º tentativa de soltura do pião, será que pelo fato do nome Guerreiros estar decorado no balão??

A resposta é sim o orgulho e a vaidade falou mais alto naquele dia nas turmas da Emenda e Baloema, na opinião de vários baloeiros experientes que estavam presentes na época.

Bom voltando para a soltura do balão lembrando que devia ter mais ou menos umas 100 pessoas em Mairiporã naquela manhã do dia 1º de Novembro de 1993.

Ao colocar fogo na bucha e guiarem o balão o pessoal da Emenda não teve dominio nenhum sobre o pião.

O balão tirou o pessoal pra “dançar” deu um nó tático no pessoal que estavam nas guias do balão,se perderam nos guias o campo de soltura ficou pequeno, não tinha vento e nem brisa e o balão totalmente “morto” na guia.

Mas mesmo assim não conseguiram centralizar o pião no cabresto da antena em nenhum momento, e o final todos já sabem o pião 52 metros Guerreiros – Campinas, solto pela turma da Emenda subiu saindo bem lento, levando só a antena sem a bandeira que espedaçou – se no campo de soltura.

O balão foi para a Baixada Santista e entrou mar a dentro sumindo na imensidão do Oceano Atlântico. Eram 19 horas daquele dia 1º de Novembro de 1993 e ainda era possível ver o gigantesco balão que foi fotografado sobre o oceano.

Essa é a verdadeira história do pião 52 metros Guerreiros e Emenda.O Sr.Pascoal não fez nada nesse balão só falou mentiras e de concreto só levou o balão direto na sede da Emenda para ser unido os cones já todos envelopados.O Sr.Pascoal também falou outra mentira na época, o Sr.Bertinho foi com a minha mãe a Sra.Isabel de moto na casa do Sr.Pascoal com o interesse de buscar o balão e ele informou que o balão teria sido molhado e perdido devido a uma forte chuva na sede da fazenda em Sorocaba, portanto houve interesse da Guerreiros em pegar o balão de volta, isso se a Emenda tivesse disposta a nos devolver.

Como disse no começo repito o Sr.Bertinho da Turma Guerreiros estaria disposto a sentar frente a frente com o Sr.Pascoal (Baloema) e o Sr.Sergio (Emenda) e esclarecer tudo isso na cara deles pessoalmente.

Fazendo uma observação a parte a Turma Guerreiros tem profundo respeito e sempre admirou os balões da Emenda, como sendo uma das equipes que fazeram os melhores balões do Brasil em termos de confecção, riscado e fogueteiro noturno.

Algumas curiosidades sobre o pião 52 metros:

O molde do balão que por sinal é um dos mais lindos feitos até hoje no Brasil foi desenhado pela própria Turma Guerreiros que fique bem claro isso, mas quem desenvolveu ou seja fez o molde sobre o desenho projetado pela Guerreiros foi o Sr.Nicola uma exelente pessoa que tinha um inteligência muito grande. Ele que cedeu o barracão de sua firma aonde o balão foi cortado aqui em Campinas.

O balão foi cortado pelo Chico Turma da Andorinha e Sr.Bertinho Guerreiros com a ajuda do pessoal da turma Paraqueda.

A bobina de papel Hulk Vermelho 60 gramas quem forneceu foi o Sr.Paraqueda que hoje é falecido mas era um ótimo Sr.que todos baloeiros aqui em Campinas gostavam muito.

O balão foi tema de reportagem do jornal A Tribuna de Santos onde o balão ficou por mais de 3 horas sobrevoando a Baixada Santista sobre o Morro do Tejereba no Guaruja, causando curiosidade e espanto na população sobre um possível objeto voador não identificado.

A revista Isto É também publicou uma reportagem sobre o Piaõ 52 metros,mas na revista saiu como se o balão tivesse 55 metros.

Essa é a versão oficial da Turma Guerreiros de Campinas

Obrigado pelo espaço

Alexandre – Guerreiros

 

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