Afinal, o que mantém os balões por mais tempo no alto? | Gazeta do Balão
Afinal, o que mantém os balões por mais tempo no alto?
Publicado em 21/05/2016 | 402355 Visualizações
Bem, Amigos! Já que não sobe balão, vamos falar de balão!
 
Durante toda a história, lá nos primórdios do balão quando não havia as tecnologias de hoje como os celulares e GPS, que facilitam os resgates de longa quilometragem, temos diversos relatos de balões grandes que sumiram.
 

Na época, uma das principais opiniões era porquê eles subiam com buchas de estágio, permaneciam mais tempo no alto e, por isso, sumiam.

 

Criada pelo imortal Ivo Perereca, um dos principais baloeiros do berço do balão carioca, o bairro do Méier, na zona Norte do Rio de Janeiro nos anos 1970, praticamente todos os gigantes do Rio e São Paulo nos anos 1980 subiram com buchas de estágio.
Alguns sumiram, outros não. Assim como, também tivemos gigantes sem buchas de estágio que sumiram:

Pião 54m – Cometa e Gabriel – 1990

Pião 56m – Bola – 1992
Olhando pelos dias de hoje, muitos balões percorrem enormes distâncias devido a serem feitos de Papel de Seda, essa, sem dúvida seria a opinião de muitos de nós, porém se voltarmos aos antigos, eles eram feitos de papéis mais grossos, como o Kraft reforçado, conhecido como Hulk e o Floor Post ou Segunda Via como alguns chamam, afinal, fazer um balão de Seda ou Papel Fino como os cariocas chamam, nas décadas de 1970 a meados dos anos de 1990 era considerado loucura, então, mesmo sendo mais pesados, suas bandeiras eram bem menores, talvez compensando esse “excesso” de peso, e, nos dias de hoje, os balões são mais leves e suas bandeiras maiores.

Eu por exemplo, fui testemunha de um gigante com estágios que funcionaram. Era manhã de 15 de novembro de 1993. Estávamos soltando um Truffi de 10m aqui na zona sul de SP quando, em cima da Represa, avistamos um grande Pião com bandeira. Fomos atrás, achávamos que tinha uns 20 metros.

Andamos quilômetros pelas estradas de terra de Embu Guaçu, município no estremo sul e nada dele descer. Passamos até por dentro de rio com a famosa Brasilia vermelha do meu pai e só descobrimos que balão era, ao chegarmos na BR (Rodovia Regis Bittencourt) e encontramos centenas de baloeiros que também o seguiam. Era o Pião de 45m da Alvarenga que subiu do Sitio do Claudinho em Itapevi.


E a saga continuou. O que mais me impressionou foi que, conforme ele perdia altitude, sua enorme bandeira desmanchava, soltando enormes pedaços de papel descendo sob a rodovia e suas margens e ele subia de novo.
Teve uma hora que deitei no chão com um binóculo e, ele na cabeça, baixinho, no máximo uns 200 metros de altura. Foi quando vi a hora exata que 2 buchas de estágio desceram sob a piloto. Minutos depois ele voltou a subir.
Teve uma hora, segundo relatos do Tonhão da Maria Preta, que o perseguia por dentro do mato, que viu as guias baterem no chão e não sabia de parava o carro para pegar ou continuava. Continuou, as buchas de estágio acenderam e ele subiu novamente.
E assim foi por toda aquela manhã. Subia e descia. Depois de perder toda a bandeira, já era por volta de meio dia, o sol a pino e ele seguiu sentido Serra do Mar e todos desistiram.
Meses depois, o Claudinho que era muito amigo do meu pai lhe disse que ficou sabendo através de um amigo marinheiro que, naquela semana, ele estava em alto mar e encontraram restos de um enorme balão vermelho há mais de 20 km da costa de Peruíbe. Pegaram a boca e a trouxeram para o Porto de Santos, porém nunca tivemos confirmação disso.
 
Além de histórias assim, temos relatos de alguns balões que pegarem correntes de ar fortíssimas que o levaram ao alto mar, muitos seguiram pra dentro do continente e, são raras as histórias ou notícias de gigantes do passado que, realmente se sabe onde caíram.
 
Enfim, todos temos relatos de balões com buchas de estágio que funcionaram, outras não. Balões que não tinham buchas de estágio e sumiram.
Afinal, na sua opinião, o que mantém os balões por mais tempo no alto? Peso ou realmente as buchas de estágio funcionam?
Participe, dando sua opinião!
Gostou? Curta e Compartilha!

Mande seu Recado:

Copyright © 2006 / 2020 - Gazeta do Balão | Todos os Direitos Reservados - Permitida a reprodução com citação da fonte
error: Não copie, compartilhe!