Ayrton Senna da Silva, um brasileiro | Gazeta do Balão
Ayrton Senna da Silva, um brasileiro
Publicado em 01/05/2010 | 426369 Visualizações

 

Cada um gosta de um esporte diferente, mas no dia 1º de maio de 1994 logo após a largada de mais um Grande Prêmio de Fórmula 1, o mundo arregalou os olhos para as telas de suas televisões, e muitos outros grudaram seus ouvidos em seus rádios. Um grave acidente havia acontecido, envolvendo um dos mais queridos e simpáticos esportistas do século passado: o piloto Ayrton Senna.
Durante mais de 4 horas parecia que o mundo havia parado. Nada se mexia, nada se ouvia, até que veio a notícia que o mundo jamais gostaria de ouvir, principalmente o povo brasileiro, dada a nós ao vivo, pelo jornalista Roberto Cabrini, então na TV Globo: Acaba de falecer o piloto Ayrton Senna, tri-campeão mundial de fórmula 1. Nosso povo se recusava a acreditar nessa notícia, mas a realidade dura e implacável não deixava margens à dúvidas. Perdemos nosso grande herói, perdemos talvez, o único brasileiro que orgulhosamente desfilava com nossa bandeira pelas pistas do mundo, querendo mostrar que o Brasil existe, mostrando aos nossos governantes que, apesar dos pesares, tinha orgulho de ser brasileiro. O sonho tinha acabado.

Nosso povo, sofrido e humilhado, que chorava e vibrava nas suas vitórias como se arrancasse do peito seu grito de guerra dizendo: “somos fortes, somos campeões, somos brasileiros”. A partir daquele momento, mais uma vez, abaixou a cabeça, chorou e rezou…

Muitos balões subiram nestes 15 anos, mas nenhum deles marcou tanto a nós baloeiros e brasileiros como o Truffi de 27 metros da Turma da Emenda solto em maio de 95. Quem esteve em Mairiporã naquela manhã fria e histórica sabe como foi emocionante ver aquele grande e belo balão subindo. Muitas pessoas gritando, chorando e este balão se tornou um dos maiores clássicos de toda a história.

Mas pra quem não sabe, essa “simpatia” entre a Turma da Emenda e o piloto Ayrton Senna, nasceu em 1988, quando, numa revoada no Recanto da Pamonha, na Fernão Dias, a turma da Emenda soltou um truffi de 7 metros com uma bandeira em homenagem ao Tri-campeão.
Naquela epoca, Senna ainda não havia ganho o seu primeiro campeonato, mas o Nenê, baloeiro da Turma da Emenda na epoca, decidiu fazer essa bandeira para ser solta nesse balão, feito com molde do Nenê. Era um truffi simples, taqueado. A bandeira, Nenê retirou de uma foto que tinha do Grande Prêmio da Hungria e passou ao Toninho para que ele fizesse o desenho.


Passado um tempo, o Pedro, tinha um amigo que conhecia o manager de Senna, o Sr. Armando e eles (Nene e Pedrinho) foram até o escritório de Ayrton em SP levando 2 posteres do balão. Chegando lá, foram bem atendidos pelo Sr.Armando e na ocasião, disse que Ayrton gostava muito de balões e que já tinha até seguido com seu jatinho um balão até ele sumir em alto-mar.
O Sr. Armando se retirou da sala levando os posteres e, minutos depois voltou com um deles autografado pelo Senna que dizia:

“A turma da Emenda, um forte abraço de Ayrton Senna da Silva – Junho de 1989”.

O outro poster ficou com o campeão que o colocou na parede de sua sala de troféus e Sr. Armando, sugeriu ao Pedrinho e Nene, que a turma da Emenda soltassem um balão no sitio da família Senna em Tatuí, interior de SP. Infelizmente não puderam soltar o balão pois, meses depois, Sr Armando faleceu.
Os anos se passaram e, após a morte de Ayrton no GP de Ímola, a Turma da Emenda decidiu que faria mais um balão para homenagear nosso campeão. Na época, Nene não fazia mais parte da Turma mas se comprometeu em fazer a bandeira. E assim foi. Muitos projetos para o balão foram discutidos entre os integrantes da turma da Emenda na época, e foi decidido fazer uma réplica do capacete. Um fato curioso que muita gente não sabe, é que no projeto original, a viseira do capacete seria aberta com os olhos de Senna aparecendo, mas mudaram o projeto e deixaram a viseira fechada. A data de soltura era realmente no dia 1º de maio, exatamente um ano após a morte de Senna, mas o mal tempo prejudicou e apenas no dia 28 de maio de 95, após horas de espera para a neblina dissipar, o balão subiu, quase as 11:00 da manhã levando sua bandeira de 45x55m e sumiu sentido Rio de Janeiro, sendo que até hoje, não há notícias de onde ele possa ter caído.


11 anos depois, mais uma homenagem ao Tri-campeão foi feita pela turma da Emenda. Desta vez, um modelado de 22 metros com uma armação foi solta no mesmo dia 28 de maio, mais uma vez um domingo, desta vez no sítio do Ditinho em Nazaré Paulista.

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15 anos se passaram, muitos balões em sua homenagem, subiram e muitos ainda subirão, mas a mensagem que nosso campeão nos deixou, serve até mesmo para náo baloeiros. Vencer é questão de dedicação e responsabilidade. Nossa luta em pró da legalização de nossa arte, não é impossível. É como uma corrida de Fórmula 1. Se tivermos conhecimento, dedicação, responsabilidade e amor pelo que fazemos, vamos vencer.

 

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