Balão é balão, não importa o papel | Gazeta do Balão
Balão é balão, não importa o papel
Publicado em 16/01/2019 | 186232 Visualizações

É impressionante como os balões fascinam a todos, de uma criança a um adulto. Não importa sua forma, seu tamanho e até mesmo como ele é feito, ver um balão sempre chama a atenção das pessoas.

Lá no passado quando o acesso aos materiais e técnicas eram bem diferentes dos dias de hoje, era bem comum vermos a molecada “soltando” balões galinha, os famosos balões de jornal.

Esses dias, fui na padaria e vi um pequeno grupo de garotos fazendo isso aqui na rua de casa. Fiquei observando e voltei no tempo, literalmente. Não esperava mais ver essa “prática” depois de tantos anos.

Assim como essa molecada que não tem conhecimento do balão moderno, muitos de nós crescemos nos anos de 1980 a 1990 com a mesma dificuldade em adquirir materiais e papéis adequados para fazer os nossos balões.

Mesmo sendo filho de baloeiro e tendo acesso a isso, o que eu mais queria era fazer balão, seja ele de papel de seda, de Floor Post, Kraft e até de Hulk eu já fiz. Lembro que peguei umas mantas de Hulk Sulferine, o famoso vermelhão e fiz um 2×2 bojadinho que, obviamente não andou nem 1 quilômetro, mas subiu!

Antes de me xingarem por gastar um papel tão bom num balão pequeno, acreditem, isso era comum nos fim dos anos 1980 e começo da década de 1990. Quando o baloeiro descobriu o Papel Hulk no começo da década de 1980, rapidamente ele ganhou popularidade pela resistência do papel, haja visto que logo se extinguiu e hoje, é raramente encontrado.

Se eu fiz um 2×2 com Hulk, não era exceção. Era comum mesmo. Quantos 2×2, 3×3, 4×4 de hulk foram soltos no passado? Tinha até lojistas e cortadores de balões que faziam isso, afinal, fazer um balão totalmente de seda era considerado loucura naquela época.

Além de “gastar’ papéis fazendo balões de Hulk, era muito comum fazermos balões de jornais. Quem nunca fez um “bocudão” de jornal?

Além de balões feitos em papel jornal, vira e mexe encontramos balões feitos de tudo quanto é tipo de papel. Eu mesmo já vi balões de papel de seda para embrulhar mortadela de padaria, de sacos de pães e até mesmo de papel de presente. Lembro que, para o Festival da Escuderia Sampa e Coração de Ouro de 1990, a turma do meu pai fez um 4×4 todo de Páginas Amarelas, famoso guia de negócios da época. Até as lanterninhas eram feitas com isso. Lembro que gastaram uns 5 guias. E olha que tinham páginas pra caramba. Pena que não tenho fotos dele, mas subiu!

Vamos relembrar alguns balões feitos com papéis “não muito tradicionais”:

Em 1976, o famoso Balão da Bananeira de David de Guadalupe foi feito com sacos de cimento:

No começo dos anos 1980, um baloeiro carioca conhecido como Zezinho, confeccionou uma barrica de 10 metros com dezenas de posteres das revistas Amiga, revista muito popular na época:

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Em 1982, a Piratas do Céu de São Paulo construiu o maior Mixirica da história somente com papel Jornal e Couché, uma variação do sulfite:

No mesmo ano, o saudoso Bara fez um 3×3 só de bilhetes da Loteria Federal:

No Festival da Amizade de 1987 no Rio de Janeiro, um balão todo de celofane:

6x1x6 com 74 gomos da Turma da Emoção – Vila Carrão, solto em 09/03/1995. Esse balão foi feito com papel de embrulhar carnes. Era uma bobina de 20 cm de largura:

E quando a gente acha que já viu de tudo, essa semana recebi pelo WhatsApp um balão feito de Lamb Lamb, os imensos panfletos de eventos que encontramos colados nos muros por ai:

É isso ai! Não importa o papel, balão é balão. Mesmo sendo feito por diversão como nos dias de hoje, quanto pela dificuldade de acesso aos papéis mais adequados como no passado, quantos de nós não fizemos ou vimos balões curiosos como estes?

Você pode participar contando suas histórias no formulário abaixo e até mesmo, enviando mais fotos pelos comentários ou pelo email: gazetadobalao@gmail.com

Abraços

Dinho GB

 

 

 

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