Balão, uma paixão adquirida ou que passa de pai para filho? | Gazeta do Balão
Balão, uma paixão adquirida ou que passa de pai para filho?
Publicado em 14/01/2013 | 337275 Visualizações

Olá amigos ! Hoje venho falar um pouco de como surgiu à paixão que nos move atrás da nossa arte, o nosso amor pelo balão!

Venho tentando descobrir a origem desse amor e não consigo saber. Lembro-me do meu tempo de criança e adolescente nas ruas da Vila Olimpia, bairro da zona sul de São Paulo onde cresci atrás de balões tanto dos que iriam subir quanto os que vinham caindo e vou buscando na memória como tudo começou.

Lembro-me do meu pai me levando nas solturas de armações como já citado em outra matéria e minha fissura por isso, logo imaginei que era um amor passado de pai para filho.

Meu pai não fazia balões (segundo ele), porém alguns diziam que ajudava nas solturas naquela época.

Quando fui crescendo fui aprendendo a fazer balões com outros baloeiros do bairro e meu pai não se opunha, mas também não apoiava.

Fazia balões no chão da sala e ele várias vezes me xingava e mandava tirar os papéis do chão para arrumar a bagunça senão iria rasgar tudo.

Então começo a achar que foi um amor adquirido com o tempo.

Porém quem me levava para vê-los subir era meu pai e até hoje fala para mim o quanto era lindo ver aqueles balões subirem, então ele também amava os balões?!

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Quando era moleque e chegava o dia de festas (dia das Crianças, natal e etc) meu presente dado pelo meu pai era sempre 16, 32 folhas de seda para fazer balões. Daí logo imaginava que ele gostava de me ver fazendo,  porém quando ia soltar ele não aparecia.

Hoje em dia, começo a acreditar que ele não queria se render a arte, mesmo admirando.

Certo dia conversando com o Emilson (também da Águia Real) comentei que não sabia se foi meu pai que me passou essa paixão ou se aprendi a amar os balões com o tempo. E ele me disse que o pai dele não fazia balões também e que foi aprendendo a amar com o tempo. E comecei a perguntar aos outros companheiros de turma, Léo, Ale, Borba, Leandro e outros amigos baloeiros e pelo que percebi a maioria deles teve essa paixão adquirida com o tempo.

Sendo assim podemos ter esperança de que a nossa arte nunca irá se render, pois se muitos de nós que tanto amamos o balão, adquirimos o fascínio com o tempo, porque outros não podem seguir o nosso caminho?

E vocês amigos adquiriram essa paixão com o tempo ou essa paixão veio de família?

Abraços

Adauto – Águia Real

 

Ajude a contar essa história! Se você tem fotos antigas com seus amigos e familiares soltando balões, as envie para gazetadobalao@gmail.com. As fotos enviadas serão publicadas na galeria abaixo.

Começamos com a foto de um 3×3 solto em 1982 pela Maria Preta de SP. Eu (Dinho) sou o menininho de calça azul a esquerda do meu pai que segura a boca do balão:

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