Careca 22m Brasa Rio | Gazeta do Balão
Careca 22m Brasa Rio
Publicado em 11/07/2009 | 178161 Visualizações

Não é preciso muitos conhecimentos em Física para entender como um balão sobe. Todos sabem que o ar quente é mais leve que o frio. Por isso, um balão, um envólucro ou recipiente fechado, ao ser inflado com ar quente, a pressão do ar faz com que ele suba até que o ar interno se esfrie e assim, ele caia. A utilização de buchas para fazer com que balões subam sempre foi utilizada desde os primeiros balões inventados pelos chineses. Com o desenvolvimento dos balões no Brasil, o número de praticantes, os baloeiros aumentou a cada década e com isso, muitos balões sobem a cada fim de semana e por se tratar de um “objeto” com fogo interno, muitas vezes ao cair, ele se queima e ao queimar em locais como florestas secas, a probabilidade de incêndio é muito grande.

Por isso que a lei 9605 foi criada em 1998. Não se pode negar que todo mundo, até a polícia acha nossa arte bonita. Mas os riscos de um incêndio existe mesmo e é por isso que nós baloeiros lutamos com a legislação pois nossa arte, mesmo sendo crime, nos fascina e nos coloca nesta eterna guerra entre a lei e a arte em papel. Agora, como poderíamos mudar nossa situação? Se o maior problema do balão é o fogo algumas pessoas do nosso meio buscam formas de experiência para provar que existe balão seguro sim. Independente dos riscos a aeronáutica que as pessoas contrárias a arte defendem, a busca por um balão seguro existe e a cada ano, muitas turmas buscam soluções para acabar com esse risco.

A SAB, Sociedade Amigos do Balão, já realizou 3 provas de campo, verdadeiras e importantes experiências onde provaram que balões seguindo normas de segurança caem apagados. Mesmo com o sucesso de suas experiências, não se pode negar que a utilização do fogo foi fundamental para que os balões subissem. Eles caíram apagados sim, mas porque tinha um peso muito inferior a capacidade do balão e isso fez com que ele ficasse mais tempo no alto. Muitos baloeiros estudam formas de acabar com o fogo nos balões. Recentemente, criaram uma “Ratoeira de bucha”, um sistema onde a bucha acessa, após um tempo é apagada através de um dispositivo de abafamento. Funcionou mas, ainda precisava do fogo para o balão subir.
No último dia 12, a Turma da Brasa do Rio de Janeiro, nos mostrou uma nova experiência.

Não foi a primeira mas pelo tamanho do balão, é merecedora de aplausos. O balão, uma Careca de 22m feita em papel de seda subiu sem Bucha, sem respiros e apenas com o ar quente dos maçaricos. Levou um garrafão de 20 litros de água de lastro pois, sem ela, o balão poderia subir muito rápido, tombar e cair. Esse dispositivo tinha furos onde a água do garrafão caia aos poucos, aliviando o peso. Também levou uma bandeira com 25x35m e ficou 40 minutos no alto. A turma esperava mais tempo de voo, mas como o dia estava frio, o balão não alcançou as expectativas.

Mesmo assim estão de parabéns pelo feito e esperamos que este exemplo seja repetido e desenvolvido para, assim, podermos provar que nossos balões podem sim ser legalizados e nossa arte possa continuar crescendo cada vez mais como acontece há mais de 30 anos.

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