Dois homens foram surpreendidos pela PM transportando balões. Eles pagaram fiança e foram liberados

Sidney Navas

Na tarde de domingo (20), dois homens foram surpreendidos por policiais militares ambientais transportando balões em uma motocicleta. A dupla foi detida pelos policiais, que perceberam quando os rapazes tinham resgatado um dos balões. O sargento José Aparecido Januário explica que eles foram levados para a delegacia, onde os dois balões foram aprendidos. Os homens pagaram uma fiança no valor aproximado de R$ 1 mil cada e depois foram liberados. A dupla foi indiciada e responderá por crime ambiental.

Ainda segundo suas informações, muitos balões são projetados para alcançar determinadas altitudes e a mecha (mergulhada em querosene, gasolina ou álcool) vai se apagando, forçando dessa forma sua queda, que às vezes acontece sem provocar danos. Por isso, em grande parte dos casos, baloeiros correm atrás do balão assim que ele começa a cair, quando são detidos. Foi o que ocorreu na tarde de domingo.

Os policiais perceberam que o balão começava a cair. “O problema é quando ele é atingido por alguma corrente de vento e acaba caindo, antes do tempo previsto, com sua mecha ainda acessa.

Quando isso acontece, os prejuízos podem ser incalculáveis. Quando a mecha atinge o telhado de uma casa, as chamas podem consumir rapidamente o imóvel. O estrago é maior ainda quando o balão cai na floresta. Outras formas usadas pela PM Ambiental para prevenir esse tipo de ocorrência são manter vigilância constante em prováveis locais de soltura de balões e o monitoramento dos grupos de baloeiros.

A Polícia Militar conta com o apoio da população e aguarda por denúncias dessa forma de crime por meio do 190. Na época das festas juninas, que coincide com o período de estiagem na maioria dos estados brasileiros, o costume de soltar balões provoca incêndios. A Lei Federal número 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, considera crime ambiental a prática de soltar balões, assim como sua fabricação e transporte. A pena varia de um a três anos de detenção, e o crime admite pagamento de fiança, de R$ 1 mil a R$ 10 mil. Visto lá em cima, os balões até podem fascinar, mas essa é uma prática perigosa que vem aumentando cada vez mais por falta de conscientização.

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