Edição 04 - Estrellar | Gazeta do Balão
Edição 04 – Estrellar
Publicado em 08/01/2019 | 291248 Visualizações

Publicada na Edição 04 de Novembro de 1990

Turma Estrellar – SP

Na 4ª edição da Gazeta do Balão, apresentamos a vocês um pouco do requinte e da criatividade da Turma Estrellar:

GB: Como nasceu a Equipe?

TE: Em meados de 1982, o Paulada viu o 1º balão – a nível de grupo na Vila Maria. Era um balão da Turma da Vila. A partir dai começou o interesse em se montar uma turma. Nesta mesma época, um amigo lhe disse que no Ipiranga havia algumas turmas, e que uma delas estaria por soltar um balão que para a época seria considerado de porte muito grande . Esta turma era a 10 de Ouros. Logo depois, foi apresentado a um dos integrantes (Ivan). A partir dai, passou a conhecer algumas coisas sobre os balões da época, resolvendo, assim, que deveria montar, na Vila Maria, uma turma. Convidou, então, o seu primo Zé de Abreu e o seu sobrinho Marcílio para montarem a turma, pois na época não era fácil ter um lugar adequado, então, os primeiros balões foram confeccionados no chão de sua casa. Foi quando surgiu a ideia do nome Estrellar, inspirado numa musica de autoria de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle. Logo a convite de um amigo, foram fazer balão numa bancada em Santana, pois era realmente muito difícil se encontrar um lugar nas proximidades e o curioso é que a turma foi para Santana levando seu próprio nome. Mesmo estando bem instalados, sempre se teve a intenção de ver a turma na Vila Maria, no seu próprio bairro. Foi quando encontrou um salão na rua João do Rego e, assim, estava definitivamente formada e instalada a Turma Estrellar, que em 1985 se mudou para o local onde esta ate hoje.

Bagdá 11m – 1987

GB: Quais os primeiros balões?

TE: Como a intenção sempre foi montar uma turma de base, o nosso primeiro balão foi um 2×2, seguido por 3, 4 e 5 folhas.

8×7 – As Sete Maravilhas do Mundo (1988)

GB: Algum caso pitoresco na história da Equipe?

TE: O fato mais pitoresco na história da equipe foi a perda do “Boca de Ouro” em 1989,  fato que trouxe desagrado a todos, e que teve grande repercussão, o que nos levou a não mais participar deste tipo de evento.

9×8 – Fúria de Titãs (1989)

GB: Qual o tamanho médio dos balões já lançados?

TE: Por ser a Estrellar uma das turmas mais antigas de São Paulo, já soltamos balões de todos os tamanhos.

Bagdá 10m em homenagem ao Paulada (1989)

GB: Qual o balão mais importante na vida da Equipe?

TE: Todos os balões que subiram até hoje foram de grande importância para a equipe, pois cada um tem seu valor especial em nossa história. Mesmo assim, não podemos deixar de mencionar balões como: 8×7 – As Sete Maravilhas do Mundo (1988), 9×9 – Fúria de Titãs (1989), 10×10 – Presente, Passado e Futuro (1990), Pião 16m – O Homem e a Natureza (Pião de Ouro de 1987), Pião de 24m – Nascimento, Vida e Morte de Cristo que trouxe para a turma o bi-campeonato e nos dando em definitivo a posse do troféu em 1989, que sem dúvidas, consagrou a equipe definitivamente.

Pião 17m – Boca de Ouro em 1987

GB: Participaram de Festivais? Qual sua opinião sobre esses eventos, troféus?

TE: Não, apesar de termos realizado dois festivais, um em 1984 e outro em 1986, a respeito desse tipo de evento, achamos que é de suma importância, pois incentiva as turmas participantes a melhorarem a qualidade, com decoração, temas e principalmente segurança, que em nossa opinião é a base de tudo. Considerando-se, também, que estimula as turmas de formação recente e o surgimento de novos grupos. Quanto aos troféus, têm sua importância no reconhecimento de um trabalho bem realizado.

Pião 24m – Boca de Ouro em 1988

GB: Fale um pouco sobre os balões de porte e os menores.

TE: Independentemente do tamanho do balão, para nós o que importa é a qualidade. Um balão grande, seja qual for o tipo, tem condições de nos oferecer um show maior que um de menor porte, mas, por outro lado, o cuidado e empenho devem ser maiores, pois quanto maior o balão, caso aconteça algo de errado, os prejuízos serão maiores. Estes são alguns fatores que, em nossa opinião, devem ser levados em consideração por toda e qualquer turma, principalmente as iniciantes.

10×10 – Presente, Passado e Futuro – 1990

GB: Resgate…

TE: Apesar do resgate dos balões ter como objetivo evitar os possíveis prejuízos que possam causar quando caírem, nos temos visto que não é bem isso que tem acontecido, pois o que mais estamos vendo são brigas, os prejuízos causados não são assumidos por ninguém e o que acontece na maioria das vezes, são verdadeiros atos de vandalismo.

11×11 – Chico Mendes (1991)

GB: Mensagem final:

TE: Quando se trata de competição de balões em SP, vemos que esta entregue as mãos de pessoas erradas, que colocam problemas pessoais e amizade à frente da capacidade prejudicando todo e qualquer verdadeiro julgamento. Queremos agradecer a GB pela oportunidade de estarmos participando deste jornal, em nossa opinião o melhor jornal de balão editado em São Paulo pelo seu contendo. Abraços dos amigos da Estrellar

A GB agradece a cooperação da T. Estrellar, os que nos motiva ainda mais em prosseguir nosso trabalho.

Modelado 12m (1993)

Pião 17m – o último balão da Estrellar em 1994
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