Fábrica dos Sonhos - SP | Gazeta do Balão
Fábrica dos Sonhos – SP
Publicado em 30/01/2019 | 5141981 Visualizações

Olá amigos! Hoje trazemos uma entrevista com uma das turmas que mais vem ganhando destaque nos últimos anos no mundo do balão pelos grandes balões, por sua forma de trabalhar e com algumas polêmicas, umas verdadeiras, outras que serão desmentidas ao longo da entrevista. Liderada pelo Rodrigo, também conhecido como Rodão e pelo seu braço direito, o querido Jackão, eles se mostraram verdadeiros amantes da arte, baloeiros com alto conhecimento da história do balão, das técnicas e, acima de tudo conscientes das escolhas que fazem. Começamos nossa entrevista com a tradicional pergunta: as origens da turma:

FDS: Eu (Rodrigo) cresci na Vila Alpina, bairro da zona leste de São Paulo, comecei a fazer balões com 7 anos e, em 1992, montei uma turma chamada Vultos da Noite com meus vizinhos Kleber, Moacir e o Beto. Nessa turma soltamos alguns balões e o maior foi um Pião de 17m fogueteiro que soltamos numa revoada na Aricanduva. Me afastei do balão em 1998 pra estudar e voltei a mexer com balões em 2013 com o Moacir que fundou a Vultos da Noite comigo e estava no Grupo 21. Em 2015, estava num bate papo com o pessoal da turma sobre fazermos balões maiores e como o Grupo 21 dava preferência em fazer balões menores principalmente por falta de tempo, o Leandro me aconselhou a montar outra turma. Logo depois, liguei para o Cabelo (Daniel) ele gostou da ideia e comecei a ligar para alguns amigos para convidá-los para essa nova turma. Assim, além do Cabelo, o Jackão o Chicão, a Monica e o Gordinho toparam e começamos a fazer os primeiros balões.

Pião 17m – Vultos da Noite

GB: Por que Fábrica dos Sonhos?

FDS: No começo, nem nome tínhamos e nem ideias pra isso a gente tinha. O Moacir até sugeriu que chamássemos turma do Rodão, meu apelido, mas até então, ninguém tinha pensado em nomes. Queríamos apenas fazer balão. Teve um dia que o Gordinho brincou no grupo da turma no WhatsApp dizendo que ia pra bancada da Fábrica dos Sonhos, porque lá ele estava fazendo os balões que tanto queria. Todos gostaram, pedi ao Sola pra criar o logo e estamos ai.

GB: Quantos integrantes tem a turma hoje?

FDS: Eu (Rodrigo), Jackão, Chicão, Monica, Andre, Altair, Antanas, Charles, Geovane, Jeferson, Erick, Xandão, Jorge e o Sandro.

GB: Qual foi o primeiro balão?

FDS: Foi o pião de 18m do Real Madrid. Fizemos esse balão em 2 meses e meio. Com dicas do Dudu (Raios do Sol), adotamos a técnica de confecção por anéis e isso proporciona um processo bem rápido.

Pião 18m – 2015

GB: Explica melhor essa técnica de confecção:
FDS: Essa técnica consiste em separar o balão como se fossem placas e faixas de bandeira. O gomo é projetado em computador seguindo as proporções, dividido por partes de 50 cm em média e impresso em plotter. Depois é distribuído entre todos que montam as placas, depois elas vem pro Jackão que monta os rolinhos dos gomos e depois o Chicão e a Monica fecham o balão. Dessa forma, o processo é rápido. Por exemplo, um balão de 50 metros se 10 integrantes pegar 5 metros de cone (10 anéis) pra fazer,  em 3 meses o balão está pronto. E como temos muitos projetos em andamento, quando um acaba sua parte, já pega de outro balão, assim, quando estamos acabando um, já tem outros em confecção.

GB: Quais os balões soltos por vocês até hoje?
FDS: Vamos lá: Pião 18m (Real Madrid) e o Bagdá 34m (Os melhores DJ’s do Mundo) em 2015, o Modelado de 17m (Os 4 Cavaleiros do Apocalipse), o Lapidado de 19m (Ayrton Senna), Pião 21m (Fadas), Careca 16m (A Fantástica Fábrica de Chocolate) e o Pião de 30m (Signos do Zodíaco) em 2016. Em 2017, o Bagdá de 54m (Baile de Máscaras em Veneza), o Lapidado de 26m (Mundo da Fantasia), o Pião de 22m (Reino das Fadas) e o Pião de 45m (Mundo Oriental). No ano passado, o primeiro Truffi de 19m (Corinthians), a Careca de 28m, nosso primeiro fogueteiro (Star Wars), o Bagdá de 45m (Bem Vs. Mal) e o segundo Truffi de 19m (Corinthians). E nesse ano, o Pião de 40m (Rolling Stones).

Bagdá 34m – 2015

GB: Durante todo esse tempo em que a turma está em atividade, sempre escutamos muitas coisas em relação a terceirização de serviços, de que vocês pagam pessoas pra fazer os balões e até compram coisas prontas. Afinal, o que é verdade e o que é mentira nisso tudo?

FDS: A única verdade mesmo é que temos boas condições financeiras pra fazer o que queremos e a única coisa que realmente terceirizamos são as bandeiras, bocas e lanternas, nada diferente do que muitos fazem. A gente gosta sim de fazer balão. Eu mesmo, chego a ficar das 6 da manhã as 8,9 da noite fazendo balão. Esse papo que rolou que estávamos contratando pessoas pra fazer balões pra gente foi uma brincadeira de amigos que espalhou, nada disso é verdade. Ninguém na Fabrica dos Sonhos ganha salário pra fazer balões. O Jackão ganha uma ajuda de custos porque ele é caseiro do meu sítio, nada mais que isso. Eu praticamente pago tudo, mas todos tem liberdade (e fazem) pra comprar alguma coisa que precise, como um tubo de cola, fio dental e durex, por exemplo.

Modelado 17m – 2016

GB: Muitas turmas que ganham destaque com seus trabalhos e, em muitos casos, recebem muitas críticas, principalmente quando falham. Como lidam com essas críticas?

FDS: Olha, uma das coisas que todos procuramos fazer é não ouvir muito o que falam. Eu sou um cara bem sossegado e tento sempre passar isso a todos da turma. Sempre estamos fazendo nossos projetos, não moramos em SP portanto, nem sempre posso estar aqui. Evito estar no meio do burburinho, de churrascos e festas. Uma das coisas que sempre ouço são reclamações porque soltamos balões na semana. Mas tem um motivo pra isso acontecer. É claro que queria soltar sempre num domingo, para todos que quisessem ver,  pudessem ver, mas infelizmente é assim e todos da turma sabem o porquê. Se você sempre for verdadeiro e sincero, a mentira nunca vai te atingir. Claro que somos seres humanos, não temos sangue de barata e ficamos chateados com algumas mentiras, mas o que importa que sabemos a verdade, do que gostamos e que a exposição sempre vai gerar críticas e mentiras, não só no mundo do balão, mas na vida.

Lapidado 19m – 2016

GB: De todos os erros que aconteceram e reconheceram, o que mais aprenderam com eles?

FDS: Aprendemos muitas coisas nesse tempo como diminuir o tamanho de nossas bandeiras assim o balão sobe com menos peso e usar apenas bambu nas antenas,  pois ele é mais resistente que o pau-flecha e mesmo assim, a antena do pião de 40m fechou. Imagine se fosse de flechas? Isso ainda estamos aperfeiçoando. Mas na verdade, o que mais estamos aprendendo nesses anos de turma é como lidar com pessoas. Esse é o maior aprendizado. Não digo com o pessoal da turma, mas com os de fora mesmo. Como disse, somos “de boa”, poucos realmente sabem algo da gente, ficamos sempre no nosso cantinho colando papel,  produzindo. Hoje, temos que escolher bem quem está do nosso lado, afinal, pelo fato de soltarmos muitos balões, pra muitos isso gera inveja, denúncias, mentiras e temos que aprender mais a conviver com isso.

Pião 21m – 2016

GB: Você acha, não digo pela turma, mas no geral, que muita turma se preocupa mais em fazer bonito do que fazer direito?

FDS: Existem pessoas e pessoas. Casos e casos. Nós, sempre que vamos em um campo acompanhar e até ajudar amigos na soltura de seus balões, procuramos sempre filtrar as coisas e trazer ensinamentos a nós. No nosso caso, por filosofia da turma sempre procuramos fazer balões bonitos, decorados. Não temos nada contra balões simples, mas desde o primeiro, buscamos fazer balões com temas legais, desenhos definidos, cores e com a confecção perfeita. Sempre defendemos que é melhor pecar pelo excesso do que pela falta. Se, por exemplo, fechamos os balões com 3 fios, nos próximos, vamos fazer com 4, e por aí vai. Se o balão for fogueteiro, vamos por fio no meio do gomo. A preocupação sempre é de fazer um balão cada vez mais seguro. É claro que nós também erramos e temos que ter discernimento para reconhecer, buscar respostas e soluções para que não aconteça novamente.

Careca 16m – 2016

GB: De todos os balões que soltaram, qual o que mais gostaram?

FDS: Eu (Rodrigo) de todos o que mais gostei foi, sem dúvidas o pião de 40m do Rolling Stones. Por tudo que aconteceu, o diferencial que foi a gaiola de fogos, coisa que poucos fazem nos dias de hoje, a forma que a bandeira saiu bem na cabeça. Foi uma emoção sem igual. O Bagdá de 54m e o Pião e o Bagdá de 45m também foram inesquecíveis. O pião de 30 no micro taco foi uma coisa diferente que queríamos fazer e foram uns 6 meses de muito trabalho, tacos de 2,5cm e talvez hoje, a gente não faria de novo, mas esse último foi realmente muito legal e emocionante.

Pião 30m – 2016

GB: De onde nascem as ideias dos projetos?

FDS: Desde o começo, todo mundo opina e sugere novos projetos. As ideias nascem de tudo quanto é jeito. Por exemplo, o Bagdá de 54m que tinha um tema voltado ao baile de máscaras de Veneza, eu tive essa ideia vendo uma festa nesse tema no Big Brother Brasil, passei pro Dudu (Raios do Sol), ele separou ideias, nos apresentou e assim nasceu esse balão. Quem cuida de todos os nossos projetos taqueados é o Dudu e o Gabriel (Entre Irmãos) e os riscados o Sola (Fênix) e os Gêmeos. Todos opinam, sugerem e quem corre atrás de tudo depois sou eu.

Bagdá 54m – 2017

GB: Você acredita que são uma das primeiras ou até mesmo a única das turmas de baloeiros a ter uma visão corporativa na forma de conduzir um grupo de pessoas para fazer balões, afinal vocês tem um líder que é você (Rodrigo), o Jackão e o pessoal que lhes ajuda, sempre seguem cronogramas e linhas de produção organizadas como uma fábrica real de balões?

FDS: Quem nos apresentou essa ideia de confeccionar os balões por anéis foi o Dudu com dizemos antes e realmente facilita muito a produção já que cada um pega uma parte e faz dentro do seu tempo e podemos, por exemplo, pegar um balão de 10 cones e todos serem feitos ao mesmo tempo ao contrário do padrão onde cada turma faz um cone por vez. Além disso, focamos sempre na organização de tarefas, eu mesmo não deixo faltar nada em relação a materiais e sempre buscamos manter a produção ativa, nunca um integrante está parado. Também não tem essa de esperar um balão subir pra fazer outro. Se alguém acabar sua parte, já pega outro projeto pra fazer e assim vai. Se, por ventura o tempo não ajudar para podermos soltar um balão, pode ocorrer de termos 2, 3 prontos pra soltar ou de fazer 4 ao mesmo tempo. Além disso, já estamos discutindo projetos pro ano que vem entre nós e com nossos projetistas.

Lapidado 26m – 2017

GB: Como vocês veem os balões de hoje em relação aos do passado? O que mais mudou?

FDS: Ah, sem dúvidas as técnicas de confecção e materiais. Quem imaginaria em 1990 você cintar um balão com durex? Fazer um balão de seda era loucura. O fio dental então? Até liguei pra um amigo pra perguntar o que era isso. Ainda mais eu que parei em 1998, voltei 15 anos depois e me deparei com muita tecnologia, materiais e técnicas diferentes. Com certeza os balões de hoje são muito mais seguros que os balões do passado.

Pião 22m – 2017

GB: Cite alguns balões de outras turmas que são inesquecíveis pra vocês…

FDS: o 16×16 Fogueteiro Noturno e o Truffi de 27m da Emenda do Senna, o Pião de 45m dos Naypes e o Pião 52m da Guerreiros da Paz e Baloema que nos inspiraram muito.

GB: Gigantismo?
FDS: Gigantismo a gente adora, fato é que muitos dos integrantes que estão ou passaram pela turma vieram por esse motivo, afinal suas turmas ou até eles mesmos não tinham tempo, vontade, estrutura ou até mesmo condições financeiras pra fazer um e aqui eles sabem que tem tudo isso.  O maior problema do balão para nós nem é o tamanho e sim quando e onde ele é solto. Os nossos sempre são soltos longe de São Paulo, não ao lado de aeroportos, vão para zonas de mata, caem apagados, não caem na cidade por exemplo e isso realmente queima a nossa imagem.

Pião 45m – 2017

GB: Boca de Ouro?

FDS: Foi muito legal ganhar uma Boca de Ouro em nosso primeiro ano com a Bagdá de 34m. Não esperava reconhecimento tão rápido, mesmo trabalhando para isso. No ano seguinte também participamos e ficamos com o vice com  o pião de 30m e a careca de 16m, mas tudo isso ficou chato em 2017 porque soltamos a Bagdá de 54 e o Lapidado de 26 em dias de semana, não havia nada no regulamento até então que proibisse isso até o dia da entrega onde alteraram na hora o regulamento proibindo isso e perdemos os possíveis troféus que iríamos ganhar. Ficou chato, prova que é preciso não haver interferências externas na organização e pessoas mais “profissionais” e neutras que julgam os balões por qualidade e não por amizade, como temos nas escolas de samba.

Truffi 19m – 2018

GB – Em sua opinião, qual o nível de segurança dos balões hoje de 0 a 10:

FDS: Olha, depende do tamanho… Não dá pra generalizar. Já vi balões de 10,12, 15 metros com confecção nota 10, assim como já vimos de 40,50 que não era assim. Vai da pessoa ou das pessoas que o fazem ter essa consciência de sempre buscar o melhor em relação a segurança e escolha de materiais, afinal, num balão gigante são toneladas de papel e outros materiais no céu e temos que ter cuidado com isso, fato é que sempre estamos nos cobrando e aumentando a segurança de nossos balões e aprendendo com  o que vemos por ai e em nossos balões.

Careca 28m – 2018

GB: Aproveitando o assunto, o que deu de errado na Careca de 28m?
FDS: Nesse balão, o cone da boca destacou quando ele estava nas guias, quase no final das fogueteiras. O que achamos que aconteceu foi que o molde Tempestade, devido a ser negativo no canudo bem onde foi a união que soltou, devido a pressão gerou uma força maior que ocasionou o erro. O estranho que as uniões de cones dele sempre foram da mesma forma que fizemos nos outros, até mesmo no Bagdá de 54m. Não teve nada de diferente dos outros, mas optamos de, nos nós, em vez de deixar 10 cm de sobra na bainha, aumentar para 15, por exemplo, e colocar mais um cintamento no centro do gomo.

Bagdá 45m – 2018

GB: Que tipo de balão ainda não fizeram e tem vontade de fazer e qual o balão que jamais fariam:
FDS: Pingolbag. Por mais que eu goste, todo mundo lá odeia e acho quase impossível a gente fazer um. Temos um projeto de um Golfier de 56m que em breve vamos fazer. Ainda está em planejamento, principalmente o biscoito que é muito grande, cerca de 10 metros de diâmetro e 5 metros de altura e precisa de cálculos de um engenheiro da turma para que toda a logística dê certo.

2º Truffi 19m – 2018

GB: O que vocês acham que poderíamos fazer pra mudar a imagem do balão e dos baloeiros na sociedade?
FDS: Primeiro todos temos que entender que soltar balão é crime. Enquanto as pessoas que lutam politicamente para isso mudar trabalham, a gente tem que se preocupar em não causar problemas, afinal ninguém vai parar de soltar balão. Além de buscarmos sempre fazer balões mais seguros e soltá-los longe da cidade, buscamos sempre chamar apenas os amigos para ver nossos balões. Claro que muitas vezes esquecemos de alguém, quem solta balão, põe o umbigo na bancada sabe como fica a cabeça da gente nessas horas. É claro que, se pudéssemos, chamaríamos todo mundo, mas não dá. Nos reservamos a chamar amigos para ajudar e os fotógrafos e cinegrafistas para registrar a soltura. Quem pode mudar a imagem de tudo é o próprio baloeiro, com suas atitudes e escolhas.

GB: Resgates?
FDS: A gente mesmo não gosta de resgate mas temos 2 integrantes que gostam disso e estão querendo fazer umas aventuras por ai e quem sabe, em breve, a Fábrica dos Sonhos não apareça soltando um balão resgatado.

GB: Por que a Fábrica dos Sonhos não faz um painel?
FDS: Até temos um projeto de um 24m que seria painel, mas optamos em soltá-lo com bandeira. Um balão de armação exige uma logística mais complexa, gente pra ajudar, etc. Agora não, mas no futuro, num balão menor sim.

GB: Fábrica dos Sonhos tem limite?
FDS: Ah, cara… (Pensativo) eu já pensei em diminuir, mas sempre chega um “doido” com uma ideia nova e me fod… fato é que ano que, em breve temos o Pião de 60 pra soltar e depois uma réplica em tamanho real do Pião de 70m do Paulinho Carrapato, aquele da Vitória Régia que vamos fazer em parceria com a GNB Paixão.

Pião 40m – 2019

GB: Poderia nos passar a ficha técnica do Pião de 40?
FDS: Claro! Vamos lá:

Balão:
Tema: 50 anos de Rolling Stones
Tamanho Real: 40m
Projeto: Rafael – Gêmeos – RJ
Risco: Dinda
Molde: Fábrica dos Sonhos desenvolvido para a turma pelo amigo Marquinhos – RJ
Quantidade de gomos: 104
Bainha: 1,5 cm
Cones: 8
Fechamento: 3 fios até o bico e 1 fio no bico.
Cintamento: 10 cm e 20 cm
Cola: Sem especificação
Respiros: 40 camadas duplas por gomo
Tempo de confecção: 8 meses aproximadamente.

Bucha:
Bucha: 105 quilos com algodão, parafina e 10 litros de óleo de cozinha

Carga:
Bandeira: 50m x 70m em tacos 15 cm
Projeto da Bandeira: Dudu (Raios do Sol)
Gaiola: 10 dz. de rojões de vara treme terra e 60 dz. de apito gaiato com tiro e acionamento por controle remoto.

Tempo de voo:
1ª Caída: São João da Boa Vista – MG após aproximadamente 4 horas de voo
2ª Caída: Divisa de Bariri / Jaú -SP aproximadamente as 22:00
Resgate: Vila União

GB: 3 Turmas ou pessoas que merecem serem lembradas…
FDS: Emenda, Os Naypes e Cometa.

GB: Pra finalizar, o que significa pra vocês, a palavra BALÃO?
FDS: Paixão Inexplicável, amor.

GB: Faça seus agradecimentos…
FDS: Eu, Rodão, quero agradecer a todos que são amigos verdadeiros, sabem que somos seres humanos, uma vez erramos, outras acertamos, mas estamos aqui pela amizade. Não queremos ser melhor que ninguém, apenas fazemos nossos balões e só ganhamos amigos com isso. Pra quem não gosta de algum integrante ou até mesmo da turma, mesmo sem saber o porquê disso, lhe desejamos sucesso em suas vidas, em seus balões. Fazemos balão por amor e com isso só ganhamos coisas boas. Obrigado Dinho e a GB pela oportunidade de contar a nossa história e até a próxima.

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