Golfier: Tem gente que gosta! | Gazeta do Balão
Golfier: Tem gente que gosta!
Publicado em 10/01/2012 | 388345 Visualizações

O balão Montgolfier ou apenas Golfier como é conhecido nos dias de hoje é um dos balões de molde mais antigos da história assim como o Pião Carrapeta. Criado no fim da década de 70 no Rio de Janeiro, o modelo foi inspirado no balão dos irmãos Joseph Michel Montgolfier e Jaques Étienme Montgolfier inventores que construíram o primeiro balão tripulado no ano de 1783.

Os irmãos eram filhos de um fabricante de papel (a fábrica é a Canson, que até hoje é uma das companhias mais tradicionais e modernas do mundo) de Annonay, sul de Lyon, França. Segundo consta, quando os irmãos brincavam com um saco de papel aberto invertido sobre o fogo, eles repararam que o saco flutuava. Com isso, descobriram que poderiam finalmente realizar o grande sonho da humanidade, o de voar. Passaram então a fazer diversos experimentos com diversos materiais até construírem um balão prático.

No dia 5 de junho de 1783, exibiram publicamente um balão que possuía 32 m de circunferência e era feito de linho que foi enchido com fumaça de uma fogueira de palha seca, elevou-se do chão cerca de 300 m, durante cerca de 10 minutos voando uma distância de aproximadamente 3 quilômetros.


No dia 19 de setembro de 1783, perante o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta, Joseph Montgolfier repetiu sua experiência, o balão voou por 25 minutos com dois ocupantes (Pilatre de Rozier e François Laurent) percorrendo mais ou menos 9 quilômetros.


Muitos não consideram Etiene e Joseph Montgolfier como os inventores do balão de ar quente. Em 1709, o Padre Jesuíta português, nascido no Brasil colônia, Bartolomeu Lourenço de Gusmão teria conseguido a ascensão em um balão cheio de ar quente, portanto quase 80 anos antes dos irmãos franceses Montgolfier.


O invento de Montgolfier ao que tudo indica, segundo as revistas francesas Nouvelle Europe e L’Aeron do início do século XX, foi mera cópia do aerostato de Gusmão, uma vez que após sua fuga para a Espanha deixou seus planos inventivos com seu irmão e notável cientista Alexandre de Gusmão. Sabe-se que quando Alexandre esteve em Paris manteve estreitas relações de amizade com o cientista José de Barros, o qual por sua vez era amigo pessoal de Montgolfier. Em 1917 a petição que Bartolomeu de Gusmão fez a D. João V foi encontrada no Vaticano. Alguns desenhos da aeronave foram impressos no periódico Wienerische Diarium de 1709 Houve uma demonstração pública da experiência frente à corte portuguesa.
O primeiro a realizar experimentos com um balão para que este se tornasse um meio de transporte foi o jesuíta brasileiro Bartolomeu de Gusmão, também conhecido como o “Padre voador”. Iniciou seus estudos para este aparelho em 1708, tendo realizado demonstrações de sua invenção à família real portuguesa. Diz-se que ele conseguiu voar num balão cerca de um quilómetro (desde o Castelo de S. Jorge até ao Terreiro do Paço em Lisboa), no entanto não existem provas documentais. Apenas em 1783 foi documentado um balão capaz de transportar pessoas, sendo eles os irmãos franceses Jacques e Joseph Montgolfier em 1783.

O Montgolfier no Brasil

Os primeiros balões nesse formato nasceram no fim da década de 70 nas mãos de Ivo Patrocínio e baloeiros cariocas inspirados nos balões dos irmãos franceses. Durante a década de 80, o Montgolfier foi se popularizando, entrou na Boca de Ouro e caiu no gosto de muita gente.

Por outro lado ainda existem baloeiros que não gostam deste tipo de balão. Muitos o acham “sem graça”, acham que não tem força e muitos outros não o fazem por causa do trabalho que dá para fazer o biscoito e os adereços, típicos deste tipo de balão.

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