O balão da bananeira | Gazeta do Balão
O balão da bananeira
Publicado em 06/01/2019 | 435457 Visualizações

Guadalupe é um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro que entrou pra história do mundo do balão por um único feito de um baloeiro chamado David, um dos primeiros baloeiros do bairro e do Rio de Janeiro, conhecido por grandes balões que soltou com sua turma que levava o nome do bairro em que soltavam, muito comum nos primórdios do balão onde as primeiras turmas eram conhecidas pelo bairro ou pela rua em que soltavam seus balões.

Em 1976, David construiu o maior balão do mundo, um 19×19 feito no papel mais forte que encontrou, o de sacos de cimento. Isso mesmo, o papel kraft que é utilizado até hoje em sacos de cimento e foi, sem dúvidas o primeiro baloeiro a utilizar um papel mais forte que os até então Floor Post ou 2ª via e a Seda, únicos na confecção de balões.

Ele sabia que era um balão monstruoso, sem referências até então, e junto com amigos, o construiu sempre se preocupando em fazer um balão que não explodisse.

Com uma imensa boca feita com vergalhões de construção e quase 3 metros de diâmetro chamou a atenção de todos, afinal nunca haviam feito uma boca tão grande.

A bucha foi feita por Ivo Patrocínio com algodão retirado de um sofá velho e embebida com 45 litros de querosene.

Em 26 de junho de 1976, um sábado, lá se reuniram num campo de futebol próximo a sua casa em Guadalupe para soltar o imenso balão. Os maiores baloeiros do Rio de Janeiro estavam presentes e o evento parou a cidade. Mas ventou e a soltura foi cancelada.

Na tarde daquele sábado, decidiram soltar o balão mesmo com um pouco de vento. David tinha um amigo chamado Luis, paraquedista reformado do exército que tinha topado subir junto com o balão e se soltar dele depois de uma certa altura, mas na hora H, ele desistiu e optaram em pegar uma das bananeiras que tinham no campo para colocar de lastro.

E assim foi! O maior balão do mundo subiu com a bananeira, sumiu e ficou marcado na história como o Balão da Bananeira, lembrado até hoje pelos moradores mais antigos de Guadalupe e pelos baloeiros. David faleceu em 1999.

 

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