Incêndio atingiu área de preservação ambiental de aproximadamente quatro hectares. Há suspeitas de que o fogo tenha sido provocado pela queda de um balão

 

Incêndio. Para conter as chamas, foi preciso retirar água da Lagoa Rodrigo de Freitas, com a ajuda de um helicóptero.

RIO DE JANEIRO – Bombeiros ainda trabalham em uma operação de rescaldo do incêndio de grandes proporções que aconteceu neste domingo, 20, e atingiu uma área de preservação ambiental de aproximadamente quatro hectares do Morro dos Cabritos, na zona sul do Rio.

O fogo começou por volta das 22h. Água teve de ser retirada da Lagoa Rodrigo de Freitas por helicóptero para ajudar a apagar as chamas. Há suspeitas de que o fogo tenha sido provocado pela queda de um balão, mas as causas do incêndio serão apuradas pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Pela manhã, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) visitou o parque da Catacumba, área de lazer próxima ao local onde os bombeiros trabalhavam, e anunciou que ainda hoje a Secretaria Municipal de Meio Ambiente pôr em prática um “plano emergencial de reflorestamento na área atingida”.

Não houve feridos, ou casas atingidas, mas alguns moradores de casas de classe média e média alta da região saíram de casa durante a madrugada com medo do fogo e incomodados pela fumaça. “O Rio de Janeiro é uma grande Mata Atlântica, é um lugar que não pode ter balão, imagina se caísse numa favela, quanta gente ia morrer”, disse Solange Schvartzer, moradora da ladeira do Sacopã, na Lagoa.

Ela ficou acordada até quatro horas da manhã acompanhando as labaredas da janela de casa, quando resolveu ir para a casa de parentes levando seus dois cachorros por causa do forte cheiro de fumaça. Ela é moradora dos condomínio onde os bombeiros entraram para acessar o morro”.

Fonte: estadao.com.br

Jura que foi balão?

Só um imbecil coletivo é capaz de acreditar, facilmente, na justificativa da Prefeitura do Rio de que o mega incêndio no matagal do Morro dos Cabritos foi provocado por balões.

A certeza é que o fogo começou pelas laterais do morro e se espalhou, com o vento forte.

Culpar o balão é fácil porque não há como provar que ele foi o causador do balão.

Mentirinha ecológica

Além de condenar o balão e chamar os baloeiros de criminosos, o prefeito Eduardo Paes fez a falsa promessa de que a área atingida no morro seria reflorestada imediatamente.

Ontem, a própria Secretaria de Meio Ambiente carioca desmentiu, oficialmente, o prefeito, com a informação de que a vegetação atingida foi pouca, composta de capim e pequena variedade e quantidade de plantas rasteiras.

A Secretaria informou que grande parte dos quatro hectares atingidos pelo incêndio no morro dos Cabritos é formada por um costão rochoso, o que dispensa um novo e caro reflorestamento, conforme anunciado pelo prefeito Paes, na véspera.

Abraços

Cel. Humberto Pinto

Sociedade Amigos do Balão – RJ

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