Olá amigos. Nesta minha coluna de estréia vou contar a história do maior resgate da história: O resgate da gigantesca Bagdá de 60m da BZL de São Paulo pela minha turma, a Cometa e a Emoção aqui do Rio.

Era uma manhã fria, domingo do feriado de 21 de abril de 2010. Estávamos eu (Alan), o João, Rodolfo, Elcio, Neguinho, William e Cone da Cometa e dois amigos da Turma Emoção de São Gonçalo: Ivan e Cacá.Infelizmente nesse dia, mesmo sabendo do balão não podemos ir para São Paulo, então acordamos cedo e nos esncontramos no mesmo lugar de sempre onde ficamos esperando os balões aparecerem para ir resgatá-los. Em pouco tempo lá, avistamos um balão e saímos atrás dele. Era um pião de 24m em sua segunda soltura. Ao mesmo tempo estávamos em contato pelo rádio com os Amigos de São Paulo pra saber o destino da Bagdá.
O pião estava num vento muito forte e acelerou pra direção de Macaé muito rápido. Acabamos desistindo. Depois veio um outro balão, desta vez um modelado de 18m também na mesma direção e aceleradíssimo. Paramos na entrada de Macaé, estavam os 2 caindo ao mesmo tempo. o Pião e o Modelado. Bem perto um do outro. Tinha bastante gente. Neste momento recebemos uma ligação falando que o 60m já estava no Rio. Calculamos a hora que ele subiu de São Paulo com a hora que chegou no Rio e acreditávamos que ele ia pegar esse mesmo vento forte que os outros dois pegaram.
Mesmo sem ver o balão tomamos a decisão de traçar uma rota no mapa e seguir em frente pra tentar achar ele na região Muriaé ou Itaperuna. Andamos mais ou menos 250km pra frente sem ver nada. Quando estávamos quase em Itaperuna às 14:00 que o Neguinho viu um vulto atrás de uma nuvem. Paramos o carro e esperamos a nuvem passar e para nossa alegria lá estava o bichão paradinho sem se mexer, parecia estar nos esperando.
Ele veio no mesmo vento dos outros, mas quando chegou nessa região saiu do vento e ficou desfilando baixo nas cidades largando pedaços da bandeira pra todo lado. Entramos para São Fidelís, cidade ao norte fluminense na região de Campos dos Goytacazes, onde já estava bem baixo e veio a descer nos vales em cima de umas árvores às 17:20h. Subimos correndo os morros e avistamos o balão deitado, mas como já estava escurecendo tivemos que marcar o local pra voltar depois.
No juntamos e decidimos ficar em uma pousada na cidade e esperar o dia amanhecer. Um amigo chamado Willian pegou um ônibus e teve que voltar por causa do trabalho e todo o restante resolveu ficar e terminar a aventura. Aquela ansiedade toda e ninguém conseguia dormir. Quando amanheceu começamos a caminhada que durou mais de 2 horas rumo ao bichão.
Quando chegamos foi uma alegria só. Abraços,gritos, fotos e muita filmagem com recados pra muita gente.
Ficamos 6 horas dentro do vale, recolhemos tudo que dava pra levar e deixamos a boca desmontada no mato escondida. No sábado seguinte voltamos e buscamos a boca e também o restante do cabresto que ficou no local, era uma felicidade só!
O balão estava todo rasgado, mas só pelo fato de termos conseguido fazer até agora uma façanha inédita de resgatar um balão de 60 metros de seda isso ficou marcado a história dos resgates não só da turma da Cometa mas de todos que gostam de balão. Inteligência, persistência e confiança. Isso é o resumo de nossa história. Para muitos é impossível acompanhar um balão desse porte, mas como somos teimosos, temos determinação e uma boa equipe mostramos o contrário pra muita gente. Que venha o 90!
Abraços a todos
Alan – Cometa
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