Edição 41 - Pantera | Gazeta do Balão
Edição 41 – Pantera
Publicado em 14/01/2019 | 397348 Visualizações

Publicada na edição 41 de Abril de 1994

Participaram da entrevista: Pela Turma da Pantera: Toninho e Wilson. Pela GB: Elenice e Salvador.

GB: Já fizemos dezenas de entrevistas, mas esta certamente ficará na história. Foram quase dois meses de encontros e desencontros. Não me recordo quantas, mas várias vezes marcávamos para o dia, telefonava e na hora H ou nós ou eles tínhamos  algum tipo de problema. Finalmente, em um sábado que chovia tudo que era de direito, conseguimos nos encontrar para este bate papo. Nossa determinação em mostrar o trabalho deste grupo prende-se ao fato de que foram eles e nós (Turma da Lembrança), que começamos a história do balão na cidade de Guarulhos, isso há bem mais de 10 anos e certamente, muita coisa interessante havia para ser contada. Dezenas de troféus, posteres, leques das decorações dos balões soltos e de outros ainda na bancada, milhares de recortes de seda do balão que estão fazendo, um Pião de 20m e um “cheiro” de amor pela arte. Isso é o que vimos e o ar que se respira na sede desta turma, principalmente pela sinceridade, pela grandeza de espírito e pelo grau de carinho por tudo aquilo que fazem. Esta é a nossa visão do grupo e destas duas grandes figuras humanas que são o Toninho e o Wilson. Somente depois de algumas horas, relembrando grandes momentos de nossa vivência no mundo maravilhoso do balão, é que decidimos iniciar a entrevista. Como sempre, para não perder o costume, partimos para nossa tradicional pergunta inicial: As origens do grupo…

TP: Como recordar é viver (Toninho), o balão da minha própria história. Desde a minta infância, sempre fiz e soltei balão. Claro que os balões daquele tempo nada tem a ver com os balões de hoje. Era tudo muito simples, uma época bonita, mas como tudo nesta vida se moderniza, com os balões também não foi diferente. No começo da década de 1980, é que comecei a perceber essa mudança. Retornando da praia ali pela Imigrantes, parei o carro. Eu via e não acreditava, alguma coisa no alto com uma figura, um desenho sei lá, que essa “coisa” carregava. Quando eu consegui ver que era um balão e que a figura que ele carregava era formada por lanternas era Dom Pedro. Sinceramente deu um nó na minha cabeça. Algum tempo depois, conversei sobre isso com meu cunhado, o Márcio (conhecido como Pandola, por causa das pipas que fazia), e ele me disse que já fazia esses balões com armação lá no Tatuapé, onde trabalhava com alguns amigos. Reuni o Roberto e o Jorjão, velhos amigos e na casa do Jorjão começamos nossa aventura. Era uma comédia. Para fechar os balões a gente tirava a porta da sala, a porta do banheiro, da cozinha, empilhava os móveis e por aí. Em seguida conheci vocês da Turma da Lembrança, outros amigos e outras turmas. Certo dia, o Márcio trouxe um 5×5 cortado e foi explicando como se fechava um balão. Fomos pegando as manhas, o Gé trouxe alguns desenhos e escolhemos a Pantera Cor de Rosa para decorar o balão. Enquanto a gente fechava e decorava o 5×5, íamos discutindo qual seria o nome da turma. Eu queria colocar Equipinico, mas o Osvaldo (empregado do Toninho) falou: “por que não colocam Turma da Pantera (por causa da decoração)?”. Achamos uma boa e assim ficou. Começava ai, em maio de 1983, com as cores vermelho, preto e branco e tendo eu (Toninho) mais o Roberto, Márcio e o Jorjão como fundadores, as atividades da Turma da Pantera. Aqui no Taboão tinha e tem muita gente que gosta de balão, por isso que logo em seguida, nossa turma já estava com mais de 20 pessoas. Alteramos as cores de nosso blusão que hoje é somente azul e branco. Tínhamos uma sede de fazer inveja a qualquer um, mas um problema em 1988 (que falaremos adiante) fez com que perdêssemos nossa Sede, como também quase acaba com a turma. Aliás, chegamos a parar com tudo. Durante essa parada nos unimos ao Demerson da Turma Imagem de Papel e chegamos a fazer um balão que ganhou o 1º lugar no Festival da Turma da Emoção. Essa união não deu certo, pois não chegávamos num acordo sobre qual seria o nome da turma. Começa aqui a participação do Wilson no grupo. Quando paramos em 1988, tínhamos começado a fechar um Pião de 14m. Como não deu certo nossa união com a Imagem de Papel, o Wilson perguntou se a gente não queria fazer balão na casa dele. Aceitamos e recomeçamos tudo de novo. Era então eu (Toninho), Wilson, Jacaré, Bias, Ferrugem, Toninho (Cueca), Eridano e o Rogério. Terminamos o Pião de 14m decorado geometricamente e a bandeira com o tema “Mulher Borboleta”. Durante todos esses anos. fizemos muitos festivais, muitos amigos, centenas de balões e ganhamos quase todos os festivais que participamos. Hoje nossa turma é formada por mim, Roger, Marcelo, Rodrigo, Gê, Lango-Lango, Secretário, Anderson, Rogério Japonês (nosso desenhista) e o Wilson, claro, pois a bancada é na casa dele. Agora quem trabalha mesmo sou eu (Toninho) e o Wilson, que também financiamos a turma. A moçada ajuda quando dá (quase todos estudam). A Pantera deu origem à muitas turmas como a Gigante do Ar, Flutuantes do Ar, Turma da Carrapeta e muitas outras. Esse é um resumo de 11 anos de balões.

5x1x3 – 1986

GB: Como a gente já previa, uma longa e bonita história. Mas e o primeiro balão, a primeira emoção, alguém lembra?

TP: A foto está aqui (o Toninho mostrando no álbum). Foi aquele 5×5 decorado com a Pantera que originou o nome da turma. Além do balão ser decorado, tinha também uma fogueteira que deu um show. Como primeiro balão, parece que foi tudo bem? Sem dúvida! Subiu beleza e deu um show.

O pião da Turma da Pantera foi um dos primeiros piões carrapeta soltos em Guarulhos

GB: Vamos reviver as principais solturas da turma, quem tem boa memória?

TP: Vamos lá! Lembro de um por um, todos os nossos balões: em 1983 foi o 5×5 já citado na resposta anterior, mais o 4×4 com armação “Pato” e o Cida I que era um 4×4 letreiro (esposa do Toninho que faz aniversário dia 6 de Setembro), em 84 foram mui tos balões, mas sem nada a destacar, em 85 soltamos um balão que jamais vou esquecer: Era um 7x2x7 fogueteiro noturno que para época, era um “gigante”. Diziam que a gente era louco em soltar um balão com todos aqueles fogos (eu, por dentro, também pensava assim e fiquei muitas noites sem dormir). Era só ouvir qualquer barulhinho e já dava um pulo de susto. Foi um sufoco! Você Salvador, deve lembrar bem, pois, principalmente na soltura, você e toda sua turma nos ajudaram muito. Para judiar ainda mais, estávamos com tudo pronto, o balão bojadíssimo com envelopes, as lanternas acesas e já colocadas no balão. Uma noite linda e sem vento algum. De repente, começou uma brisa forte e o balão jogava para lá e para cá. Que loucura! As fogueteiras alí do lado do balão, todos tentando apagar as lanternas, outros tentando tirar puxando pelo arame do envelope e rasgando o balão. Foi um drama! Salvamos tudo, recuperamos o balão e logo depois, com menos lanternas, soltamos o danado. Olha, não é porque o balão era nosso, mas foi uma das fogueteiras mais lindas que assisti até hoje. Depois dessa novela, ainda em 85, soltamos também um 5×5 com armação “Rosto de Cristo” que fez algumas freguesas (o Toninho tem um açougue no Taboão) chorarem e até fazerem promessas, estava lindo mesmo. Em 86, soltamos um 5×5 decorado “Peter Pan e o Capitão Gancho” fogueteiro noturno sendo que a fogueteira era um Castelo, mais um 6×6 decorado com bojo e fogueteiro. Em 87, liberamos um 7×7 com armação “Emblema da Turma” e outro 7×7 fogueteiro e bandeira no aniversário do Tonhão e do Rodrigo. Em 88, foi o ano da caca. Na soltura do 7x2x7 que era resgatado da Turma da Buca, tivemos problemas com a bucha. Tinha multo sebo. Eu ainda avisei para abrir os rolos na hora de soltar, porque com muito sebo ela fica mole, e quando você coloca no chão (a bucha está sempre para baixo) enforca tudo. Com o balão nas guias é que lembraram da bucha. Ela abafou, não subia e começou a abrir as fogueteiras que para nossa infelicidade, os pavios eram individuais. Foi um perereco danado. Conclusão: acabou a turma e perdemos a sede. Voltamos em 89 graças ao Wilson, como já disse anteriormente e recomeçamos tudo novamente soltando o Pião de 14 já citado. Em 1990 soltamos muitos balões, foram dois 5×5, um fogueteiro noturno e outro com bandeira e fogueteira,um 6×6 com armação “Anjo e a Pomba” em homenagem a Turma da Realidade, 9×9 (resgata do do Cortês) com fogueteira e asa-deltas e 6x1x6  com fogos e bandeira alusiva a Copa. Em 1991 foi um ano de muita alegria, pois saímos aqui de Guarulhos para soltar um balão no festival da União. Chegando lá, não gostamos do lugar e fomos embora. No caminho alguém falou: porque não vamos para o festival da Saudade que é aqui perto ? Fomos e soltamos nosso Pião de 8m  decoradíssimo com uma bandeira “Barroco de Ouro Preto”. Adivinha o que aconteceu? entre quase 160 Piões soltos no Festival de 10 anos da Saudade, ganhamos o 1º lugar. Esse é o nosso maior orgulho até hoje! Em 92, soltamos um 5×5 com letreiro da Turma, um Pião de 16m com bandeira “Santo Antonio” e outro balão que marcou a turma pela infelicidade na soltura. Ficamos mais de um ano decorando nosso 7×7 que era todo riscado com o tema “Criação do Mundo” e a bandeira no mesma tema. Veja aqui no Poster se não é maravilhoso? (realmente um belíssimo trabalho). Era balão para ganhar qualquer troféu, mas na hora da soltura, um “esperto”, aqueles de sempre, quis inventar e puxou um guia quando o balão já ia embora. Ele desceu, enroscou a bandeira na árvore rasgando mais da metade e foi embora. Esse foi um dos momentos mais tristes de toda nossa história. Liberamos também nesse ano, um Truffi de 8m fogueteiro noturno. Veja o que aconteceu com esse balão: desceu na Vila Leopoldina em São Paulo e ficou com a Resgate 8 que o soltou novamente descendo em Pirituba. Foi novamente resgatado pelo Toninho da Folia que o soltou em Mairiporã e só para contrariar desceu novamente em Pirituba, não é brincadeira? Ouvi dizer que vai subir novamente. Em 93 soltamos mais dois fogueteiros diurnos, um 5×5 e um 7×7. Soltamos também dezenas de balões em festivais e como já disse que em 1983 soltamos o Cida 1, em 1987 estamos no Cida 5. Antes que você pergunte, soltamos normalmente nossos balões aqui mesmo no Taboão.

Pião 14m – 1989

GB: Vamos descontrair? Um caso pitoresco…

TP: Tem muitos. Um deles foi no resgate do 4×4 da Piratas do Espaço que tinha ganho o 1º lugar em um festival. Foi exatamente dia 26 de Setembro de 1987. Tinha um rio. Balão de um lado, sentadinho no chão e nós do outro lado do rio, tremendo, porque eu acho que estava fazendo uns 5 graus. Estava eu (Toninho), Toninho Cueca, Ferrugem e o Bias. O Toninho Cueca não aguentou, tirou o que dava de roupa, estufou o peito e parecia que ia mergulhar no canal da Mancha. E mergulhou com tudo, de barriga para baixo. Só que o rio lava com um palmo de água. Conclusão: ele conseguiu “atolar”dentro de um rio. O Ferrugem não estava entendendo nada e também mergulhou. Eu, macaco velho, dei a volta e consegui chegar até o outro lado com o carro. Duro foi levar os dois que estavam de lama até a cabeça e fedendo que nem gambá. Mas fazer o que? deu vontade eu tive de deixar os dois irem a pé. Outro “artista” foi o meu cunhado Márcio. Ele tinha um bar e estava com as fogueteiras em cima do balcão. Distraiu e o cigarro que estava em sua mão bateu no pavio. Não sobrou nem uma barata lá dentro.

GB: É! O que dá para rir, dá para chorar e vice versa. Agora fale um pouco sobre os festivais, pois vocês já participaram e realizaram muitas festas.

TP: Participamos de muitos festivais e é com orgulho que digo que ganhamos quase todos Olhe aqui. São mais de 20 troféus, mais de vinte vitórias e este aqui, o da Saudade o nosso xodó. Sobre os festivais que realizamos temos gratas recordações. A gente cedia os botijões de gás, maçaricos e até extintores se preciso. Montava barracas para atender o pessoal e não para ganhar, pois tinha até cigarro no preço do bar. Mandava convites trabalhados, ia nas bancadas, dava toda assistência no campo. Nossos festivais eram organizados e com balões somente decorados. Pecamos apenas em uma coisa, que aliás, se fosse hoje, seria bem diferente. Foram os fogueteiros. Os balões fogueteiros acabaram com os nossos festivais. Não tem jeito de você controlar ou evitar. Acontece e pronto! Se um dia eu fizer outro festival, não vai poder nem falar em fogos, quanto mais soltar. É isso aí!. Quanto aos festivais atuais, não estão muito bem. Primeiro que falta organização, sem falar nos fogos. Acho também que devem limitar a quantidade de participantes e julgar os balões, pois a competição faz com que se trabalhe no balão, que não deve ser maior que 5 folhas.

Pião de 8m solto no Festival da Saudade de 1991

GB: Concordamos em gênero, número e causa com vocês, porque só assim os festivais irão sobreviver. Agora vamos fazer um ping-pong com perguntas e respostas objetivas?

GB: RESGATE:

TO: Curto e grosso, está uma m… Eu estava no resgate de um balão e de repente ouvi um cara gritar “Pantera” para colocar no sorteio. Olhei bem para esse cara e perguntei: qual é a sua turma? Ele abaixou a cabeça e saiu. Tem gente que vai em resgate para pegar o balão e depois vender, por isso peço é vocês: não comprem balões resgatados, porque quem sabe assim esses caras se tocam…

GB: GIGANTISMO:

TP: Sem comentários! Somos radicalmente contra.

7×7 tema da Criação do Mundo – 1992

GB: SEGURANÇA HOJE DE 1 a 10:

TP: Nota 5. Até hoje, com mais de 10 anos de turma, quando temos alguma divida perguntamos, procuramos saber. No entanto, muita gente nova que não tem nem ideia do que é um balão, não admite nem que você coloque a mão no papel.

GB: INCENTIVO AOS BALOEIROS:

TP: É válido. Tem que continuar, mas não pode ficar nesse abandono total que está.

GB: BALÃO ONTEM, HOJE E AMANHÃ:

TP: Ontem só saudades. Hoje acabou o romantismo, até entenderem que baloeiro não é aquele que faz 15 folhas, mas sim quem faz um 3, 4 ou 5 folhas bem feito e bem decorado. Amanhã o futuro é incerto, principalmente se não aparecerem mais pessoas como você.

Pião 16m – 1992

GB: Agora, na busca constante para sempre melhorar este jornal, gostaríamos da opinião de vocês sobre alguns pontos, pedindo a maior clareza e sinceridade nas respostas, pois seja qual for a resposta, esta será publicada.

TP: Conhecendo a gente como você conhece, acho que não era preciso pedir que respondêssemos com sinceridade, mas tudo bem, vamos lá!

GB: Foi justamente para criar quase que uma polêmica que fiz essa colocação, sem jamais duvidar da autenticidade de vocês. Mas, se o fiz, foi para que nossos leitores tenham certeza da honestidade, tanto na pergunta com na resposta:

GB: MILTON LEITE: estamos certos ou não em apoiar?

TP: Ele pode não ajudar, mas também não vai atrapalhar ninguém e como é de fato um baloeiro, acho que o jornal está certo em lhe dar todo apoio possível.

Pião de 20m solto de Mairiporã, o Paraíso dos Balões em 1993

GB: CARTILHA DO BALOEIRO: será que é válido?

TP: Só é! Várias vezes ouço alguém falar: “olha, não faz assim. Lê na GB e veja como é a maneira correta”. Tem um garoto de nossa turma que só corta balão com os moldes que vocês publicam como conheço muita gente que corta e vende balão também com esses moldes que são realmente muito bonitos. Fico só imaginando o quanto essa Cartilha do Balão vai ajudar à todos, Parabéns!

GB: CAMPANHA JUNHO – BALOEIROS EM FERIAS: esse é o caminho?

TP: Sem dúvidas!. Ou vamos por aí ou iremos a lugar nenhum.

GB: NOSSA FESTA NA GAVIÕES DA FIEL EM 5 DE DEZEMBRO?

TP: Super válido! Cansou muito porque foi das 02 às 10 da noite, mas já sei que vocês consertaram isso e este ano não vai durar mais que 3 horas. O esquema é campeão, deve pegar e será com certeza um novo caminho para a arte.

GB: GAZETA DO BALÃO, uma geral…

TP: Tirando o noticiário, que é um saco para ler (As Turmas Informam), onde faltam mais dados do balão, o resto é muito legal, ajuda muita gente e mostra nosso trabalho sempre em alto astral.

GB: Próxima soltura a programação da turma?

TP: Estamos com um Pião de 8m montado na seda, um 5×5 com bandeira para a Copa e outro Pião de 20m forrado, que vai com bandeira “Eco-Sex” aguardem! Estamos também colaborando no Festival da Harmonia e fica aqui nosso convite à toda moçada.

GB-Cite 3 pessoas ou 3 atividades do meio, que fazem algo pelos balões hoje…

TP: Gazeta do Balão, Tati & Equipe e as Revendas.

GB: Mensagem Final:

TP: O pensamento da nossa turma é o seguinte: o dia que fizermos um balão e chegarmos ao cúmulo de soltá-lo sem avisar o dia e local para os amigos, com certeza, esse será o ultimo balão solto pela Turma da Pantera.

TURMA DA PANTERA: Paz na Terra e Arte no Céu

Esta entrevista foi realizada no mês de Março do ano de 1994 na sede da turma.

A Equipe de Produção da GB agradece a forma carinhosa como foi recebida e todas as atenções dispensadas durante a entrevista.

 

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