Princípios Editoriais
Atualizado em 27/12/2020

Desde 1º de Maio de 2006, quando a versão online da Gazeta do Balão entrou no ar, todos os nossos editores, jornalistas, fotógrafos e colaboradores agem de acordo com princípios que fizeram de nosso trabalho, em pouco tempo, se diferenciar de todos até então encontrados na internet e obter grande sucesso. Isso é decorrência direta do bom jornalismo e direção de arte que praticam. Certamente houveram erros, mas a posição de sucesso em que a Gazeta do Balão se encontra em quase 2 décadas no ar mostra que nossos acertos foram em maior número. Tais princípios foram praticados por todos de maneira intuitiva, sem que estivessem formalizados ordenadamente num código. Cada um de nossos editores, jornalistas, fotógrafos e colaboradores sempre esteve imbuída deles, e todos puderam, até aqui, se pautar por eles. Por que, então, formalizá-los neste documento?

A história do mundo do balão, desde os seus primórdios, era contada através de jornais impressos e álbuns de figurinhas, além, claro, de fotos impressas e vídeos. Com a consolidação da Era Digital, muitos sites e blogs começaram a aparecer, porém não seguiam nenhuma regra, eram totalmente amadores, tanto em relação ao visual (direção de arte), quanto a forma na qual informava seus leitores. Não havia preocupação em produzir uma informação de qualidade. A Era Digital é absolutamente bem-vinda, e, mais ainda, com essa multidão de indivíduos (isolados ou mesmo em grupo) que utiliza a internet para se comunicar e se expressar livremente. Ao mesmo tempo, porém, ela obriga a que todas as empresas que se dedicam a fazer jornalismo expressem de maneira formal os princípios que seguem cotidianamente. O objetivo é não somente diferenciar-se, mas facilitar o julgamento do público sobre o trabalho dos veículos, permitindo, de forma transparente, que qualquer um verifique se a prática é condizente com a crença.

É possível que, para a maioria, essa nossa preocupação em manter um trabalho de qualidade não traga novidades. Se isso acontecer, será algo positivo: um sinal de que a maior parte das pessoas reconhece uma informação de qualidade, mesmo neste mundo em que basta ter um computador conectado à internet para se comunicar.

Independente dessa atividade ser considerada criminosa no Brasil, voltamos o nosso trabalho exclusivamente para a prática jornalística, para que, a partir dessa base, possamos contar e manter viva as histórias de uma prática de mais de 50 anos no Brasil e prestar sempre um serviço de informação totalmente independente, imparcial e defendido claramente pelas regras de proteção de fontes e liberdade de imprensa, um imperativo do jornalismo protegido pela Constituição Federal.

Nossos princípios editoriais são:

  1. Sempre confirmar a veracidade de toda notícia antes de publicá-la;
  2. Praticar um jornalismo independente mesmo se a prática é proibida ou não e que ofereça conteúdos criteriosos e atualizados;
  3. Publicar notícias e artigos com ênfase na obtenção de informações exclusivas;
  4.  Abordar os assuntos com disposição crítica e sem tabus, no intuito de iluminar problemas, apontar falhas e contradições, questionar as autoridades públicas e os poderes privados, sem prejuízo de buscar conteúdos proveitosos ou inspiradores;
  5. Publicar somente fotos e vídeos de qualidade;
  6. Divulgar nomes de colaboradores e dar créditos a geradores de conteúdo e fotos que nos enviam;
  7. Cultivar a pluralidade, seja ao divulgar um amplo espectro de opiniões, seja ao focalizar mais de um ângulo da notícia, sobretudo quando houver antagonismo entre as partes nela envolvidas; registrar com visibilidade compatível pontos de vista diversos implicados em toda questão controvertida ou inconclusa;
  8. Manter atitude apartidária, desatrelada de governos, oposições, doutrinas, conglomerados econômicos e grupos de pressão;
  9. Estabelecer distinção visível entre material noticioso, mesmo que permeado de interpretação analítica, e opinativo;
  10. Rechaçar censura e outras agressões à liberdade de expressão, reconhecendo, no caso de abuso comprovado dessa liberdade, a responsabilização posterior dos autores, nos termos da lei;
  11. Identificar e corrigir com destaque erros de informação cometidos; publicar manifestações de crítica ao próprio jornal; manter mecanismos transparentes de autocontrole e correção.