Será que a culpa é dos gigantes? | Gazeta do Balão
Será que a culpa é dos gigantes?
Publicado em 21/09/2011 | 317244 Visualizações

Olá amigos. Lendo os comentários sobre o Pião de 90 metros, entre tantas opiniões  inteligentes, a opinião de um baloeiro chamado Alemão me chamou a atenção pela clareza e lógica de seus comentários. Por isso, tomei a liberdade de corrigir o texto e resolvi abrir um artigo sobre isso.

” Com certeza todos saberiam que esse balão iria dar uma polêmica dos infernos, mas o que fico mais loko é de muitos pensarem que só por ele ter 90 metros já o associam com um Godzilla, um King Kong, um monstro que vai acabar com tudo, chegar na cidade derrubando prédios, arrastando carros na marginal Pinheiros. Delirio !

Pelas estatísticas dos resgates, os maiores acidentes acontecem com balões pequenos de 8, 10 metros que sobem carregados e caem na cidade com os vândalos subindo nos telhados e acabando com tudo. Os balões grandes geralmente pegam térmicas e viajam, ficam o dia inteiro no alto e geralmente caem no mar mesmo ou em altos relevos, montanhas ou serras. A maioria dos gigantes quando há acidentes, eles acontecem  já no campo de soltura mesmo.

Acho muito pior os baloeiros que soltam um 14 metros com bandeiras de 30×40 ou com 250 dúzias de cortadinho do que um 90 metros deste. Balão pequeno causa mais acidentes, muito mais que os gigantes.

Vamos parar com este falso moralismo. Não temos como comparar as décadas de 80 ou 90 onde todo lugar era muito menos urbanizado, tínhamos muitos mais campos e áreas abertas. Tudo piorou com o tempo, não só a repressão e os balões. Hoje em dia até para se morar todo mundo procura condomínios ou apartamentos por segurança. O tempo passa e temos que se adaptar. Por exemplo, o 72 subiu, marcou história e não acabou com nossa arte, mas sim uma tranqueira mal solta de Curitiba como nosso amigo da Oxy citou, deixa todos numa tensão danada por um longo tempo e olha que não é qualquer turma é a Oxygen que tem experiência e já soltou seus bitelos sem acabar com nossa arte. É fogo! Não sei onde isso vai parar, mas os baloeiros tem que ter consciência que o que acaba com nossa arte são os arruaceiros que vão nas solturas estourando suas motos e que nunca colaram uma bainha. Os vândalos resgateiros que acabam com as casas. Não os que pegam balões em matas e os soltam novamente. Os caras que acham legal ir ver balão e ficam torcendo para dar errado, só para falar, os caras não manjam nada, este tipo de pessoas que criticam  quem faz balões gigantes não tem a mínima noção do trampo que o caras tiveram pra fazer e deveriam, caso não concordarem, não comentar ou pelo menos parabenizar”.

Agora será que ele tem razão? Pensei um pouco e resolvi fazer uma lista com alguns dos gigantes:

Pião 72m – Lelo e Sandú Mosaico (2006) – SP

Sem notícias de incidentes durante o voo e do local de sua queda

Modelado 60m – Jurema 2001 – SP

Sem notícias de incidentes durante o voo e sua queda no Rio de Janeiro foi em alto mar

Bagdá 60m – Baloeiros Zona Leste (BZL) – 2010 – SP

Sem notícias de incidentes durante o voo e  sua queda, foi em uma mata no interior do Rio

Bagdá 54 metros Turma da Zona Norte (TZN) – 1997 – SP

Sem notícias de incidentes durante o voo e do local de sua queda

Pião 54m – Gabriel e Cometa – 1990 – RJ

Sem notícias de incidentes durante o voo e do local de sua queda

Pião 60m – Bola – 1992 – RJ

Sem notícias de incidentes durante o voo e do local de sua queda

Pião 62m – Emenda – 2000 – SP

Sem notícias de incidentes durante o voo e do local de sua queda

 

Estes são apenas alguns exemplos. É fato que não é toda hora que aparece um desses pra subir em relação aos menores. Também é fato que a logística é muito maior e problemas na soltura são mais comuns em balões gigantes. Mas olhando as estatísticas, o comentário do amigo Alemão tem lógica, não acham?

Abraços

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