Vagalume - SP | Gazeta do Balão
Vagalume – SP
Publicado em 22/01/2019 | 106104 Visualizações

Olá amigos! Hoje, trazemos uma entrevista muito legal com o Roberson, mais conhecido como Tutti, um dos responsáveis pela Turma Vagalume / Alemão e Cia., turma de grande destaque nas décadas de 1980 e 1990 com grandes balões, muitos deles inesquecíveis e uma história muito emocionante de dedicação, amizades e alguns momentos tristes. Já quase cinquentão, afastado dos balões desde a perda de seu modelado de 34m em 2001 por motivos profissionais, demonstrou ao longo da entrevista um apaixonado por balões, sempre que pode acompanha como anda o mundo dos balões e não se desliga de suas raízes, os amigos que, lá no começo dos anos de 1980, faziam balões com ele. Pra começar o nosso bate papo, a tradicional pergunta sobre as origens:

TV: Desde moleque fazia e corria atrás de balões com meu pai. Época boa, muitos Marias-Preta no céu. Perdi meu pai cedo com 10 anos, mas continuei fazendo meus piões de gomo torto e, um dia, um amigo chamado Paulinho que jogava bola comigo, sabia que eu gostava de balão e me chamou para fazer parte da turma do seu pai,  a LDM – Turma do Largo da Matriz, na Freguesia do Ó, bairro da zona norte de São Paulo. Lá soltamos alguns balões, na maioria de 3×3 a 5×5 e os maiores foram um 6×6 Hulk verde fogueteiro e um Pião de 11 metros amarelo de Floor Post que fiz no corredor da casa da minha mãe com o molde que ganhei do Alemão.

Em 1982, com 13 anos, conheci o pessoal da turma do Vagalume que era uma turma familiar liderada até então pelo Sr. Zé Neto, a Dona Lú e seus 5 filhos: Marcio, Mauro, Mauricio (Paçoca), o Marcelo (Pitchó) e o Marquinhos, o mais velho dos irmãos que, literalmente, me “adotaram”. Ali peguei ainda mais gosto pelos balões, comecei a fazer os balões modernos e temos amizade até hoje. Pouco tempo depois, conheci o Clovis que todo mundo chamava de Alemão , um dos fundadores da Turma do Sandu que fazia faculdade com a minha mãe. Em 1985, ele foi em casa, disse que estava saindo da Sandu e o chamei para fazer balões com a gente. Nessa época, como ele era o cara que praticamente patrocinava os custos da turma, o Odair (Lua) que trabalhava na CMTC com o Marquinhos começou a chamar a nossa turma no seu jornalzinho, o Jornal do Balão, de Alemão e Cia., e pegou!

GB: Qual foi o primeiro balão já como Alemão e Cia.?

TV: O primeiro balão foi um Pião de 25m de Hulk azul e Union Skin branco que soltamos em 1986, na praça da RTC (Rádio e Televisão Cultura) na Lapa, um dos principais locais de soltura de balões das turmas da zona norte /oeste de São Paulo na década de 1980. O tempo não estava tão legal, não íamos soltar o balão, mas como teve uma festa de entrega da Boca de Ouro de SP na véspera e alguns amigos do Rio de Janeiro como o Tião da Bruxa e o Ivo Patrocínio estavam em São Paulo, resolvemos soltar o balão para eles puderem ver.

Pião 25m – 1986

GB: Existia alguma preferência em seus balões?

TV: No começo da turma, a gente fazia o que dava na telha. Com o tempo, fomos amadurecendo, conhecendo as coisas e gostávamos muito de balões de armação, mas não tínhamos estrutura pra soltar. Teve um 8×7 que soltamos do Campo do Fumerão que chegamos a montar 3 armações. Depois de perder a 3ª, a paciência esgotou e soltamos o balão com fogos.

GB: Como foi ganhar a primeira Boca de Ouro?

11×11 – Boca de Ouro em 1986

TV: Antes desse balão, soltamos um 9×9 Hulk verde que veio da Sandu através do Alemão semi pronto. Foi nosso primeiro balão fogueteiro noturno grande e logo depois do Pião de 25. Já esse balão, originalmente era um 7×7 Hulk vermelho. Como ele tinha apenas 66 cm de largura máxima de gomo, emendamos mais 3 folhas de Hulk Verde e Union Skin branco deitadas até chegar nos 96 de largura, esse cone ficou com 8 metros, o tamanho de nossa bancada e ficou com 22 metros, um 11×11. Soltamos ele também da RTC, deu tudo certo e ganhamos a Boca de Ouro daquele ano. Na época éramos muito jovens, eu mesmo tinha 16/17 anos e não tínhamos noção do tamanho de uma Boca de Ouro. Era uma coisa nova, algo que jamais imaginaríamos ganhar tão cedo, fato é que, depois disso, paramos com os fogueteiros e começamos a focar nos bandeiras, como se, de certa forma, chegamos ao ápice nesse estilo de balão.

GB: Quais os principais balões que soltaram?

TV: Esses foram os 3 primeiros. Logo após tentamos soltar um o 10×9 com armação que queimou nas guias depois de um vendaval que apareceu do nada no mesmo ano. Em 1987 soltamos o Pião de 33m, em 1988 o Pião de 42m, em 1989 2 Piões de 16m, em 1990 os 3 Piões de 14m Conjugados no Festival da Saudade, um Pião de 17m e um Modelado de 18m na Copa. Em 1993 o pião de 24m, em 1994 e um pião de 18m. Em 1995 um modelado de 18m e em 2001 o modelado de 34 metros.

10×9 – 1986

GB: Como foi que descobriram o campo de Mairiporã que, depois do balão de vocês, se tornou o famoso “Paraíso dos Balões?

TV: Quando a gente tentou soltar o Pião de 33m lá no Parque Vila Lobos, já com o balão cheio, começou a ventar e tivemos que abortar a soltura. Enquanto montávamos as coisas na madrugada e até mesmo quando estávamos dobrando ele, chegaram  viaturas e os policiais não falaram nada, mas percebemos que eles não estavam muito felizes com tudo, então decidimos que nosso balão deveria ser solto num campo mais afastado, pra evitar possíveis problemas.

Pião 33m sendo inflado no Parque Vila Lobos

Naquela época, tínhamos um 14×14 cortado na qual iríamos soltar fogueteiro noturno. Éramos muito amigos da Turma da Madrugada e eles nos indicaram um cara que fabricava fogos e morava atrás desse campo da igrejinha em Mairiporã. Fomos lá com eles e quando vimos o campo, ficamos doidos e perguntamos pro cara se podia soltar balão de lá, ele disse que sim, que lá era de boa e decidimos levar tudo e soltar de lá o 33. Esse balão foi muito marcante, pois foi o primeiro balão com bandeira em taquinhos e cintada no durex de São Paulo, técnica que trouxemos do Rio de Janeiro pelos amigos da Serpente.

Pião 33m – O primeiro balão a subir de Mairiporã em 1987

GB: Logo após esse balão, veio a primeira tragédia com o pião de 42. Quando decidiram fazê-lo, tinham noção que, até então, ele seria o maior Pião de São Paulo?

TV: O motivo na qual o Alemão decidiu cortar um pião de 42 metros eu não me lembro. Mas lembro que na mesma época que fizemos ele, soubemos que o Dema, tinha um pião acima de 40 metros. Tanto é que a bandeira que subiu nele, era nossa. A fizemos para aquele pião de 25 que soltamos da RTC com fogos. Mas na época, fizemos ela com a moldura e o fundo branco e deixamos pra decidir depois o que colocaríamos no meio dela. Optamos em soltar o balão só com os fogos e ela ficou lá guardada. Quando fomos fazer o Pião de 33, optamos em fazer a bandeira em forma de taquinhos, uma técnica nova que aprendemos no Rio, assim como o cintamento em durex como contei agora a pouco. Soubemos que o Dema tinha esse balão e não tinha nada pra por embaixo e demos a bandeira pra ele. Ele conseguiu os fogos com amigos, outros desenharam a Nossa Senhora e colaram na bandeira que lhe demos e ele subiu lá de Cajamar depois do nosso ainda.

Pião 42m – Dema e Amigos – 1988

GB: Onde acha que falharam no pião de 42m?

TV: O balão foi cortado pelo Alemão e feito por um consórcio de amigos. O cone da boca e a bandeira nós fizemos e os outros cones foram o Olivio, outros o Rubão (Ilha) e o Ayrton (Cambuci). A nossa falha foi em não marcar o lado da bainha. Na hora que fomos unir o balão foi uma tragédia. Cada cone estava com as bainhas pra um lado diferente e o Ayrton até refez outro cone com a bainha certa pra encaixar no cone debaixo. Com muito sofrimento conseguimos engatar tudo.

Pião 42m – 1988

Quando o balão estava cheio, várias uniões de cones começaram a estourar. Achávamos que dava e aconteceu o que todos já sabem. Logo após subir, ele explodiu. Depois desse balão, coincidentemente o Alemão focou mais no trabalho e não participou mais dos balões e aí, começamos de vez a usar o nome de Vagalume.

Pião 17m – 1990

GB: Assim como ajudaram o Dema doando a bandeira pro pião dele, vocês também deram um 12×12 pra Saudade e um 14×14 pra Cometa do Rio?

TV: Sim. O 14×14 tínhamos ele pronto e íamos soltar com fogos como disse antes na história da descoberta do campo da Igrejinha em Mairiporã. Acabamos dando ao Gabriel, muito amigo nosso, assim como toda a Cometa, para ele soltar na sua festa de Bodas de Prata. Ele soltou o balão do quintal da sua casa com fogos. Não pudemos ir, mas ele nos enviou fotos e uma fita do balão.

14×14 – Cometa

Já a Saudade, como o Pião de 34m deles não levou a bandeira, nós tínhamos esse 12×12 pronto somente faltando unir os cones, oferecemos o balão pra eles. Eles aceitaram, buscaram, engataram os cones e quando foram soltar, bateu uma brisa com o balão nas guias e o balão queimou. A bandeira, enfim, subiu num pião de 30 do Olivio no ano seguinte.

Pião 34m – Saudade – 1988

12×12 – Saudade – 1988

Pião 30m – Latitude – 1989

GB: Qual foi o balão que mais marcou a turma?
TV: Foi um Modelado de 17m que soltamos lá do Fumerão, bem no meio da cidade, no dia da estréia do Brasil na Copa de 90. Era um balão super simples, decidimos fazer ele do nada e, em 20 dias estava tudo pronto. Deu tudo certo, o balão subiu e foi o mais emocionante que soltamos. Naquela manhã o tempo não estava tão perfeito, o balão saiu na cabeça, parou, abriu os fogos numa altura legal e saiu devagarinho, dando um show.

Modelado 17m – 1990

GB: Participaram de Festivais?
TV: Sempre fomos amigos da Turma da Saudade e soltamos balões em alguns de seus Festivais. No de 1989 soltamos uma réplica de 8 metros do nosso pião de 33 m. Em 1990, soltamos 3 piões conjugados também de 8m que não levou a bandeira. Depois ela subiu num balão do Ayrton (Cambuci).

Réplica do Pião de 33m no Festival da Saudade de 1989

Piões 8,5m Conjugados – Festival Saudade 1990

Pião 17m da Cambuci solto em Mairiporã que levou a bandeira dos conjugados em 1990

GB: De onde tiravam inspiração para projetar seus balões? Existia um líder ou todos opinavam e ajudavam com os custos?

TV: Enquanto o Alemão participou da turma, praticamente ele quem bancava tudo. Obviamente, se precisasse comprar um tubo de cola, por exemplo, a gente fazia um rateio e comprávamos o que precisava. Depois que ele saiu da turma, eu assumi essa responsabilidade na compra dos materiais. Assim como os projetos, a gente conversava, todos participavam, mas a maioria dos projetos saíram da minha cabeça. Como estudei em colégio Salesiano no Liceu Coração de Jesus, sempre fui muito ligado ao catolicismo, isso sempre me inspirou para projetar os balões. Foi assim no 34m, na bandeira de Nossa Senhora de Guadalupe do Pião de 42m e no 10×9 armação onde aqueles vitrais da decoração eu me inspirei nos vitrais da igreja do Liceu Coração de Jesus. Eu fui lá, os fotografei, imprimi as fotos dos 14 vitrais de lá onde cada um ilustrava a Via Sacra. Escolhemos 7 e reproduzimos no balão. Sempre fomos muito democráticos em relação aos projetos. Todos opinavam e chegávamos em consenso sobre o que iríamos fazer.

Pião 16m solto em Cajamar – 1989

GB: Participavam de resgates?
TV: A turma do Vagalume nunca foi de resgates. As consequências de um resgate de balão foi um dos motivos que me fizeram desanimar com balão. Com certeza você nunca vai ouvir alguém contar uma história relacionada a isso com a nossa turma. Nunca gostamos de resgate. Vejo alguns vídeos que me mandam que realmente me assustam. Alguma coisa tem que ser feita em relação a isso, desde que me conheço por gente, o resgate é complicado.

Pião 16m – 1989

GB: Onde nasceu a ideia da decoração do Modelado de 34m?

TV: A decoração do Modelado de 34m que tinha o desenho do Rosto de Cristo e o Cálice, tinha ela na cabeça desde moleque, bem antes de fazer os balões que fiz. A ideia era fazer um balão preto, cinza e branco com o cálice e o rosto do Cristo estampado na óstia e fizemos somente preto e branco. Um dia, decidi que faríamos ele, desenhei os primeiros traços e depois desenvolvemos em comum acordo até chegar ao que todos viram.

Leque original do balão

Foram pouco mais 3 anos de trabalho e, pouco antes de soltar o balão, eu quebrei o pé na soltura de um letreiro e estava de muletas no dia da soltura. O dia não estava muito legal, mesmo assim tentamos soltá-lo e aconteceu o que todos viram.

Modelado 34m – 2001

GB: A perda do 34 foi motivo principal para o fim da turma?

TV: Não. Perder um balão nos deixa chateado, mas não foi por isso que parei. Infelizmente a brisa nos pegou com ele nas guias e o perdemos. Quando fomos soltar esse balão, eu já estava nessa vida de Minas – São Paulo, conciliando minhas empresas nos 2 estados e comecei a namorar minha esposa, que é mineira, em 1998. Com as viagens à trabalho e família, começou a ficar difícil mexer com balão, me dedicar como me dedicava quando era solteiro e trabalhava em São Paulo.

Tutti e Ayrton – Cambuci

GB: Como foi a mudança para Minas Gerais?
TV: Me casei em 2002 e a partir de 2006, que realmente me mudei de vez para Minas. De São Paulo até aqui é uma viagem longa de mais de 7 horas. Antigamente, antes da duplicação da Fernão Dias, chegava a gastar mais de 10 horas na viagem e isso tudo desanima a gente pra estar em São Paulo direto. Depois que perdemos esse balão, logo em seguida começamos a fazer outro igual. No começo eu ajudei a cortar, a fechar e cintar os primeiros cones, mas devido a falta de tempo e as viagens como falei, acabei me afastando e o Babão, na época se juntou com a Sandu Mosaico e eles terminaram o balão desistindo da decoração original que era muito detalhada. No dia que subiu eu não pude ir porque tinha um compromisso que não podia desmarcar. Eles soltaram o balão e depois vi o vídeo e as fotos com a bandeira que ia no primeiro 34.

Modelado 34m – Sandu Mosaico e Vagalume – 2003

GB: Como vocês acompanham o mundo do balão atual?
TV: Mesmo todo esse tempo parados, sempre que possível mantemos contato entre nós da turma e com os amigos que temos no balão, entre eles o Ayrton (Cambuci) e o pessoal da Cometa onde trocamos fotos pelo WhatsApp, relembramos histórias e estamos marcando de nos encontrarmos em breve. Como no festival de 10 anos da Cometa em 1988 nós levamos um balão para o Rio em homenagem a eles, estamos combinando de fazer um churrasco no meu sítio em Minas para comemorar os 41 anos da Cometa em maio desse ano. Antes, quando morava em São Paulo, tinha mais contato com todos, mas desde que me mudei pra Minas, eu praticamente me desliguei do balão por falta de tempo mesmo.

Pião 8m, réplica do Pião de 44m da Cometa (1986) solto no Festival de 10 anos da Turma do Cometa em 1988

GB: A Turma do Vagalume acabou?

TV: Não. Podemos não estar mais fazendo balão há muito tempo, mas a essência de uma turma de baloeiros que é a amizade, ela nunca morreu. Até hoje mantemos contato, somos amigos, compadres, padrinhos de filhos e de casamentos e sempre que possível, estamos nos falando. Temos sim vontade de fazer um balão, na minha casa em Minas estou montando um salão de festas que caberá uma bancada e pretendo fazer alguma coisa e soltar de lá num futuro próximo. Nada de balão gigante, mas uns balões pequenos e um projeto de armação que tenho na cabeça eu vou fazer. Mesmo de longe, mantenho minhas amizades com todos da turma e com os amigos que temos há mais de 40 anos.

Pião 24m – 1993 – O melhor pião do ano no Troféu Gazeta de Ouro

GB: Teve algum balão que vocês gostariam de ter feito, e não fizeram?

TV: Sempre tive vontade de fazer um Zeppelin e não fiz. Além disso, tenho desde moleque uma ideia de fazer um balão de armação com um projeto que tenho na memória e isso não sai da minha cabeça. Fizemos 4 balões de armação e 2 subiram. O primeiro, o 10×9 queimou nas guias como contei antes, o segundo nos montamos 3 armações pra ele e não conseguimos soltar, desistimos e soltamos com fogos. A terceira montamos o painel em um sitio de amigo e, no dia, veio uma frente fria não deu pra soltar. Quando voltamos, haviam furtado as coisas e depois disso, nunca mais fizemos um balão com armação. Um dia vou juntar com meus amigos e fazer esse projeto de armação. E esse dia não está tão longe.

Pião 18m – 1994

GB: Gigantismo?

TV: Eu sempre gosteis de desafios e meus amigos não pensavam igual. Fato é que tudo que queríamos fazer, fizemos. Já pra ver, sempre preferi ver um balão acima de 24 metros, nem que seja um balão simples. Antes eu até pretendia fazer mais um balão grande, não gigante como os de hoje, mas não tenho mais tempo e pegada pra isso.

Modelado 18m – 1995 – O último balão “grande” que soltaram até partir para a confecção do 34m

GB: 3 turmas ou pessoas que merecem ser lembradas pela Turma do Vagalume:

TV: Turma do Cometa, o Paulistano e a terceira, prefiro trocar essa opção e citar pessoas que sempre foram amigos e estiveram conosco como o Zeca Tramontina, Babão (15), Ayrton (Cambuci) e o Ravisio.

Pitchó e Ayrton – Cambuci

GB: O que mais sente saudades do mundo do balão?

TV: O que mais sinto saudades é das amizades com grandes amigos e com todo o pessoal da turma. Sinto saudades da época em que nos reuníamos praticamente todos os dias. Ainda nos reunimos, claro! Mas em ocasiões especiais como aniversários de um ou de outro, de filhos, pais.

GB: Pra finalizar, o que significa pra você, a palavra BALÃO?

TV: Balão é paixão, é amor em fazer algo na qual acreditamos, ousar além do que poderia, bater limites! E sempre a amizade. Tudo que envolve balão desde que eu comecei sempre foi a amizade. Quantas e quantas vezes, saia de SP pro Rio, daqui de Minas pro Rio, para SP. Balão pra mim sempre foi e sempre será amizade e é isso que guardo pra mim.

GB: Agradecimentos:

TV: De minha parte, gostaria de agradecer primeiramente ao Sr. José Neto e a Dna. Lú (In memoriam), pais do Paçoca e do Pitchó que nos aturaram em sua casa, onde era nossa bancada por quase 20 anos. Também gostaria de agradecer à todos que  compartilharam e participaram de momentos inesquecíveis conosco, que fizeram e fazem parte de nossas vidas. Acredito que nessa lista tenham mais de 400 amigos por isso, prefiro não falar nomes para que não corra o risco de esquecer de alguém. Obrigado a GB pela oportunidade de contar a nossa história.

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